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quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Em nome deles, viva o Brasil guerreiro!

Um bate papo com amigos do dia a dia...

Vital e a amiga Márcia: acreditar e fazer acontecer


Vital Lira, 44 anos, nascido e criado no Campo Limpo, taxista, ele dá o recado:

“Se a eleição do Barack Obama não te emocionou, é porque há algo errado com você.

A eleição do primeiro presidente afro descendente à frente do poder da maior potência mundial, dentro de uma política conservadora, só aumenta a certeza que somos todos iguais, independente da cor de nossa pele.

A presença de negros na televisão, na música, nas artes, nos esportes, na política, é a real. O dia 20, Dia da Consciência Negra, instituído em 9 de janeiro de 2003, lei nº 10639, serve pra referendar nossa liberdade, nosso orgulho.

O bom senso nos diz que vale a pena lutarmos por igualdade.Todos temos potencial para tornar nossos sonhos realidade. Basta acreditar e fazer que aconteça.”

Pedro Damásio, o Pedrão, e a namorada Telma

Pedro Damásio Rosa, 60, morador na região do Jd Catanduva há 36 anos. É instrutor técnico de telecomunicações e tem 9 filhos: Oscar, Anselmo, Paula, Marcelo, Anderson, Patrícia, Camila, Fabio e Flavio.

Pedrão diz o que pensa:

“Onde eu trabalhava éramos 64 mestres, sendo que apenas 6 negros. Nunca senti o preconceito acentuado no exercício da minha profissão, embora, o velado, sim!

Historicamente falando, o homem negro é trabalhador. Deram a liberdade, mas não o meio de sobrevivência. Tiraram os grilhões, mas ainda ele ficou refém do senhorio.

O negro não tem de andar de cabeça baixa, se abater. Ele sabe da existência do racismo e deve correr atrás de oportunidades.

Para o negro tudo é mais difícil, mas não impossível. Deve ser respeitador, e todos o devem respeitar.

O dia 20 é para exaltarmos a consciência. Mas, por tudo que já vivi e aprendi, eu posso dizer: O Negro é lindo e o branco, também.”


Paulo Ferreira já foi rei nas boites de São Paulo

Paulo Ferreira de Souza nasceu em 1928 e conta 81 anos. Vindo de Itabuna, Bahia, chegou ao Campo Limpo em 1970.

Marceneiro por profissão, é casado com dona Nair Ferreira Sena, da mesma idade, e contam 5 filhos: Sonia, Paulo, Luiz, Suely e Conceição.


O Paulo fala um pouco da sua experiência:

“Graças a minha profissão venci a vida, não posso reclamar. Nunca fui parar numa delegacia e nem tive problemas com ninguém. Gostei do Santos, do Pelé, mas sou corinthiano.

Na minha época tomei conta de São Paulo, gostava de dançar e curtia a noite nas boites. Minha mulher é uma santa.

E o que me deixa muito feliz é a amizade que eu tenho com meus filhos.

Discriminado fui uma vez, no clube da minha cidade, quando me pediram pra sair do salão com minha mulher, antes da gente se casar.”

Antonia de Mattos, a madrinha do Jd Catanduva, e o neto Kauê

Antonia de Mattos França é nascida em 1935, no Morumbi, São Paulo. Reside no Jd Catanduva há 36 anos, onde é considerada madrinha do bairro. Viúva, de Valdir França, tem 5 filhos: Bronze, Zula, Fuminha, Valeria e Valquiria. Os netos somam 11.

Fã de Elza Soares, Martinho da Vila e Jorge Aragão, o samba e a cerveja são hábitos que dona Antonia, morena de olhos verdes, não deixa de curtir:

“Hoje tem baile de aniversário no clube dos funcionários do Hospital da Clinicas, e eu não vou perder. Sempre gostei de dançar, sempre fui muito espontânea.

Me casei com 28 anos de idade e o meu marido era ciumento. No ônibus, quando olhavam pra mim, ele já perguntava: Quem é, você conhece?

Foi um tempo bom. Estou feliz com que representa o dia 20. O povo negro sofreu muito e até hoje sofre discriminação.

Mas de mim só posso dizer que negros ou brancos, eu amo a todos. Todos me tratam bem.”


Frases:

Morota: Novos tempos estão chegando, o negro deve ter seu valor reconhecido...

Cristiane: O dia é de festa e de consciência também...

sábado, 4 de outubro de 2008

Evilásio chama funcionários públicos de vagabundos

Robson ficou na bronca e responde ao mandatário da cidade


Entre as muitas reuniões que o prefeito Evilásio manteve com o funcionalismo público, não foi rara, às vezes, que ele se referiu à categoria como sendo formada por vagabundos.


A ofensa generalizada causou eco e provocou indignação. Nem todos têm coragem de se manifestar, mas Robson de Maia Souza, agente de trânsito, 33 anos, morador à rua Samuel Wainer, Jd Silvio Sampaio, respondeu ao mandatário de Taboão:


“O que eu tenho a falar disso daí é que: vagabundo é o pessoal que ele trouxe. Eu nunca vi tanto estrangeiro junto dentro da prefeitura. Tem gente de tudo que é lugar de São Paulo. Tem várias pessoas lá que eu só vejo pra ganhar o pagamento no fim do mês.


Na Secretaria de Trânsito que é onde eu trabalho, o pessoal chega lá, quando vem, meio dia, 13 horas, e eles são funcionário públicos que nem eu. Tem que estar às 6 horas da manhã, igualmente, como outros funcionários que cumprem a obrigação.


Eu sou concursado desde 1999 e na administração passada não tinha isso. Tinha só um diretor e ele chegava cedo e acompanhava nosso serviço. Hoje tem uns dez chefes e cada um chega à hora que quer. Fazem o que bem entendem sem ter compromisso com o trabalho.


No Trânsito como em outras Secretarias, eu sei que tem funcionários que trabalham, que desempenham seu papel. É que chegaram esses livres nomeados que ele próprio, o Evilásio, prometeu diminuir na prefeitura.

Disse que não ia ter isso na sua gestão, mas, pelo contrário, dobrou o número deles. O que é pior trouxe gente que não quer nada com a cidade, a não ser o salário”.

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Andrea Santos avisa: Estou chegando

Andrea Santos, Bruno Covas, Paulo Martins e comitiva, no largo do Jd Santa Tereza, no Embu das Artes


Atendendo pedido do amigo Marcelo, jornalista de Embu das Artes, este blogueiro esteve na vizinha cidade, sexta feira, 26, para registrar a visita do deputado estadual Bruno Covas, neto do saudoso político Mário Covas, cumprindo convite feito pela candidata à câmara embuense, Andréa Santos.

A caminhada pelo centro do Jardim Santa Tereza é mais uma das tantas realizadas em busca dos necessários votos às eleições municipais a serem realizadas no domingo, 5 de outubro. Acompanhando o cotejo, o candidato à prefeitura pelo PSDB, Paulo Martins.


No Embu são 13 cadeiras à vereança. Esta é a semana derradeira. O trabalho desenvolvido nas comunidades e nos meses de campanha vão receber o veredicto das urnas. É lá que o povo obrigatoriamente deposita suas esperanças por um bom governo.

Candidato a prefeito, Paulo Martins puxa a caminhada pelas ruas do Jd Santa Tereza

P- Paulo, nesses dias que nos separam da eleição, dá pra dizer que o PT está com os dias contados no Embu das Artes?


“Não posso dizer exatamente que o PT está com os dias contatos. Mas posso dizer pra você que nós estamos muito bem. Fizemos uma campanha boa, maravilhosa, e fui bem recepcionado. Uma campanha onde podemos ganhar a eleição, com certeza absoluta”.

O deputado estadual Bruno Covas (esq), conversa com o blogueiro Marco Pezão

P– Quais os objetivos de sua visita em Embu das Artes?


“A nossa visita aqui é pra trazer nosso compromisso de ajudar o Paulo, de ajudar a Andréa, vereadora e prefeito eleitos de Embu. A gente conhece eles de longa data, sabe da responsabilidade, do compromisso deles com a cidade.”


P– Bruno, você em sua carreira, pretende seguir os passos do avô Mario Covas e chegar ao poder executivo?


“Olha, todo estagiário quando começa numa empresa quer chegar a presidente, né? Mas acho que é uma questão de momento. De saber qual é nosso momento na política. Quando você sai ao executivo não é uma candidatura isolada. É uma candidatura de um grupo de pessoas. De um partido político, de uma aliança. Então, estamos trabalhando e a gente espera um dia chegar a nossa vez”.


P- A divisão em São Paulo nas candidaturas de Kassab e Geraldo Alckmin, coloca em risco o PSDB? Governar o estado, mas perder a maior capital do país?


“Olha, o partido conseguiu eleger a prefeitura de São Paulo, apenas uma vez, em 2004, com a eleição do prefeito José Serra. A gente espera, e por isso a idéia da candidatura própria, que o partido possa ter capacidade de diálogo com a sociedade a ponto de conseguir levar o Geraldo Alckmin pro 2º turno e elegê-lo prefeito.

Senão, é natural na democracia, ora você ganha, ora você perde. Se a gente perder, e eu acho que isso não vai acontecer, vamos saber reconstruir pra pensar na próxima eleição”.


Andrea Santos e Bruno Covas (centro) posam com a assessoria de campanha

O trabalho desenvolvido deixa Claudia, assessora de Paulo Martins, confiante: "Acredito numa boa surpresa no próximo domingo, dia 5".

Andrea Santos é estudante de direito, dona de casa e mãe de família

P- Andréa, como está a campanha e quais são os objetivos se eleita?


“Eu nunca tinha feito uma campanha antes. Eu achava que era mais difícil. Mas estamos conseguindo ver resultados. Boa expectativa de votos e acho que sou um dos leões que está na briga. O meu objetivo é enriquecer esta cidade. Trazer dignidade pra esse povo. Trazer educação, saúde. Esse povo precisa mesmo é ser respeitado, ser enxergado pelos políticos, que têm que trabalhar pelo povo”



quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Nepotismo casado e amigos do salário público

Sujeira se acumula ao fim do mandato do governo Evilásio, como no Eco Ponto, ao lado da UBS Jd Helena

Salve família varzeana. Entre a palavra e ação existe diferença quilométrica. É o caso do prefeito Dr Evilásio que em 23 de agosto de 2000 apresentou o Projeto-de-Lei nº 3.511/00, proibindo a contratação de parentes no Executivo, Legislativo e Judiciário em todo o Brasil, mas aqui no município o homem nada de braçada.

É vergonhoso! Chamem o Datena! As esposas saem candidatas e os maridões assumem os cargos das patroas. Qua! Qua! Qua! Que esculhambo! Qual é a qualificação deles?


A diretora de departamento da Secretaria de Assistência Social Neuza Brandão deixou o cargo em 5 de abril para concorrer a uma vaga na Câmara Municipal, desta vez pela coligação do Dr Evilásio. O salário dela era de R$ 2.496,03.


Qua! Qua! Qua! A política Evilasiana não permite que marido fique em casa sem fazer nada e contratou no dia 10 de abril o cônjuge Antonio pra continuar a não fazer nada, só que recebendo o mesmo salário da Neusa Brandão.


Qua! Qua! Qua! Isso sim que é fidelidade. E na mesma barca viaja a Fausta Leite, assessora de gabinete da Unidade de Saúde do Jd Helena, que passou o cargo e o salário de R$ 2.342,18 para o maridão. É a mamata familiar instaurada pelo prefeito Evilásio para as eleições 2008.


Qua! Qua! Qua! E não pára por aí. Também o Joilson Rodrigues Pires, ex-diretor de Cultura, deixou o cargo em 5 de abril onde ganhava R$ 3.328,04. Cinco dias depois o irmão Jarbas Rodrigues Pires foi contratado. Só que em 19 de maio Joilson voltou à folha de pagamento da Prefeitura e desde então faz parceria com o mano.


Na mesma linha segue o ex-vereador Jair Cardoso (PT), diretor na Secretaria de Esportes com salário R$ 2.080,03. Em três anos que ali prestei trabalho nunca vi esse moço por lá. Saiu no dia 5, e o irmão Glauber Cardoso assegurou o salário em 10 de abril.


Qua!Qua Qua! E não são só parentes que enchem o borná do Evilásio. O Eder Massoco, de Campinas, que foi sem nunca ter sido Secretário de Esportes, ganhou durante dois anos salários de R$ 7.500,00.

As reclamações contra sua gerência foram tantas que acabou substituído pelo risonho Luiz Lune. Mas ao invés de dispensá-lo, o fidelíssimo amigo Evilásio o presenteou, ainda, com o cargo de Assistente do Secretário de Desenvolvimento Econômico, recebendo
R$ 6.587,30 por mês. Durante sua pouca permanência em Taboão da Serra, o campineiro embolsou R$ 324.920,60.

Qua! Qua! Qua! Mas o Eder Massoco não veio sozinho de Campinas. Trouxe seu escudeiro Mauricio Fernandes para ser nomeado Diretor de Divisão na Secretaria de Esportes, em 03/02/2005, faturando salários de R$ 3.227, 67.


Ele, Mauricio, está como responsável junto ao Ministério dos Esportes, na implantação do Projeto 2º Tempo. O nº do convênio assinado é 330, ano de 2006. Qua! Qua! Qua! O valor da verba federal não é de meu conhecimento, mas não foi de pouca monta.


Pouco, sim, foi o resultado. Qua! Qua! Qua! Propagandearam 10.537 alunos inscritos, porém, na prática, o número está 10 vezes abaixo. Agora, com o programa inativo, percebe-se que nenhuma semeadura ficou. A não ser pelas camisetas baratas que ainda se vê pelas ruas, é como se o projeto não tivesse existido.


No bojo da amizade campineira, a advogada Chayana Cristina Barbosa Viana fora nomeada assistente de departamento do esporte. Qua! Qua! Qua! O salário de R$ 979,93 veio acrescido de horas extras no valor de R$ 213,31.


Qua! Qua! Qua! Sua função é julgar as indisciplinas dos campeonatos de futebol e futsal, organizados pela Secretaria de Esportes. Sem nunca ter esquentado cadeira, a sua rara presença ainda lhe rendeu mensalmente mais as extras de R$ 244,98.


Qua! Qua! Qua! Enquanto rimos, os amigos do rei Evilásio deitam e rolam na empresa do povo.

Alguém pode me dizer em que departamento eu devo me apresentar?

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Cômico, se não fosse trágico

Placa omite informações e induz contribuinte ao engano

Aqui tem obra da prefeitura, diz a placa no centro da praça Teodoro Franco, na Vila Iasi. Leio: Recapeamento Asfáltico E Serviços Complementares em Diversas Ruas do Município de Taboão da Serra. Sigo, a empresa contratada é a Esur Engenharia e o valor da obra é de R$ 7.199.655,22.


Continuo e meus olhos já desconfiam o que lêem. A execução dos serviços está fixada no Prazo de 730 dias, sob a responsabilidade da Secretaria Municipal de Obras e Infra Estrutura.


A informação colhida na placa é mais vaga do que nuvem, diria o poeta Drummont. E eu digo que o prefeito Evilásio e a sua equipe tem enorme desdém ao povo taboanense.


A placa promocional do Dr Evilásio não especifica quais ruas vão receber o recapeamento ou serviços complementares. E o prazo de 730 dias corresponde dois anos, e ele coloca a placa às vésperas da eleição municipal! Que diabo de cronograma administrativo é esse?


Cara! Dois anos de trabalho, eu disse de trampo, dá pra refazer o asfalto em todas as ruas da cidade. Taboão tem 20km2, será que o prefeito esqueceu o tamanho da quebrada que governa? Asfalto é rotina, desde a posse. E por essas, concluo: nem todo político é bom administrador.


A leviandade da informação registrada na placa é gritante. Omite e não permite a fiscalização do contribuinte. Nesse bolo de dinheiro, mais de 7 milhões, como você vai saber quando custou o serviço de sua rua. Se é pra recapear ou consertar?


Não! Pode parar. Como se diz, na várzea: “Tem gente tirando a gente”. É afronta ao bom senso. Induzir pessoas ao engano é corrupção. E a placa tem fins de publicidade do Dr Evilásio, antes de ser informativa.


E como se não bastasse, pra corroborar, ao lado lê-se em outra placa verde amarela: Aqui tem Investimento do Governo Federal. Valor do Investimento R$ 2.471.100,00, vindos do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Urbano de Municípios de Médio e Grande Porte.


A pomposidade segue em ação: Obras de Infra Estrutura Urbana em Município de Médio e Grande Porte. Acima, entre os escritos, aparece: Nº de Famílias Beneficiadas e só. Não informa quantas e de onde são!


Da mesma forma, a publicidade em forma de placas é feita na rua José Francisco dos Santos, no Jd Helena, em frente ao Ginásio de Esportes, com os mesmos e vagos dizeres.


Família varzeana, esse é mais um caso onde a intenção da informação é nada informar. A exemplo dessas placas, não é a toa que o presidente Lula nunca sabe de nada, de como se trata o dinheiro público.

E o desinformado Planalto envolvido até o talo

O Centro Olímpico e as promessas vazias do Dr Evilásio

No discurso e nas placas as informações são escassas e geram suspeita


Lançada a pedra fundamental, no início do governo Dr Evilásio, o Centro Olímpico passou a fazer parte de todos os discursos do atual prefeito: “Taboão vai deixar de exportar crianças para Febem. Vamos exportar atletas para Olimpíadas”.


Passado quase quatro anos e pouco se acrescentou ao enorme terreno conhecido por nós taboanenses por Antena, transmissora da rádio Capital, no Jd Record instalada por longo tempo. As crianças, infelizmente, continuam indo pra Febem, mas quem sabe nas Olimpíadas de 2016, pretensamente no Rio de Janeiro, Taboão possa figurar entre os brasileiros.

O Centro Olímpico é mais uma promessa vazia do Dr Evilásio. Idéia, todo sonhador tem, mas realizar a obra depende da eficiência do administrador público. E aí não importa se o recurso seja proveniente do governo municipal, estadual ou federal, pois, sabemos, o dinheiro não bem cuidado é como água encanada, escapa pelo ladrão.

A placa que informa sobre a construção do Centro Olímpico está suja pelo tempo que está exposta. Indica o valor - R$ 8.829.174,48 – e o prazo de entrega em 740 dias. Mas não especifica a data em que foi iniciada a obra ou quando se pretende terminar. E a verba referente, entrou? Acabou? E a empresa construtora Recoma, como é que fica? Começa e não termina?

O não cumprimento de promessas é uma constante da administração Dr Evilásio, e os equívocos se estendem a todas secretarias municipais. O prefeito de Taboão é como a ineficaz dona de casa que quer, ao mesmo tempo, limpar a pia, o chão, os armários, a privada, ficando a mercê das tarefas não resolvidas.

A placa informativa do Centro Olímpico não diz quando começou ou vai terminar a obra

Ginásio do Pirajussara e Ciclovia são obras necessárias?



Além do Centro Olímpico, o Ginásio de esportes de Pirajussara também teve sua placa colocada há três anos atrás e somente com muito custo o esqueleto pré-moldado está hoje em pé. Aqui ainda fica a dúvida quanto a sua necessidade. Taboão tem muitas quadras cobertas que, na realidade, são basicamente usadas para a prática do futsal. E não há demanda para tanto espaço disponível.


Existem duas placas informando o munícipe no mesmo local. A mais antiga diz que ali será o Ginásio de Esportes Jd São Joaquim. Outra placa ao lado, recém inaugurada, informa que o Ginásio Poliesportivo do Pirajussara está em construção. Mas ambas indicam o prazo da obra em 360 dias, mas não especificam o dia e ano que começou. O valor da construção é de R$ 1.862.195,24.

De tão velha que ficou, mudaram até o nome do Ginásio a ser inaugurado.


A ciclovia é a aberração da desinformação

A Ciclovia também está gerando polêmica. Com se explica pintar uma faixa de 400 metros de extensão no asfalto da avenida Brasil, no Jd América, pontear com olhos de gato, sem a mínima segurança, ao preço de R$ 591.720,00? O prazo de execução é de seis meses, mas a placa informativa não diz quando começou a obra e nem o circuito a ser instalado.

Assina a arte da obra: Brasil, um país de todos...

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

Esgoto e água potável se misturam no Jd Novo Record



Triste imagem da habitação em Taboão





Moradora aciona a prefeitura


Alertado pelo amigo Zottis estive no Jd Novo Record e encontrei a dona Maria Aparecida Pereira da Silva, residente na rua Imarui. Conforme mostrou, ao fundo do quintal, o esgoto brota do chão. De posse do processo número 8937 – 2007, que ela move contra a prefeitura, veio a revolta:


- “Fizeram o aterro na área invadida e o meu terreno ficou prejudicado, com essa água fedorenta se acumulando. Moro aqui há 14 anos, minha casa é regularizada. Pago meu imposto. Aqui ninguém tem fossa porque com dois metros de fundura brota água, então porque não tem rede de esgoto?”


Nem pra organizar uma invasão serve a política pública do Dr Evilásio


Ao final da rua Imarui fica a quadra F. Ali os moradores são obrigados a viver em condições sub humanas, sem qualquer saneamento básico. O esgoto escorre e se acumula a céu aberto, misturando-se com a água potável canalizada por mangueiras improvisadas pra abastecer as habitações que se estendem sem nenhum planejamento.


Isso parece descrição da Idade Média, mas não. É Taboão da Serra, século XXI.


A invasão ocorrida segue expansão rotineira, a região do Jd Record é praticamente toda construída assim. Era de se esperar. E sabemos que dentre os vereadores ou pretensos, há revigorado estímulo. E diante do presumível, qual atitude da prefeitura do Dr Evilásio?


Nenhuma. A coisa acontece a bel prazer. Pra que Secretaria da Habitação, Planejamento? Quem responde por ela e de onde vêm? Pra que a Secretaria da Cidadania e Ação Social? Quem responde por ela e qual sua origem?


A administração Evilasiana deixou esta situação inflar ao degradante. A invasão era óbvia. A necessidade obriga as pessoas lutarem por domicílio próprio, sob pena da incerteza, do medo constante gerado. E aquelas terras já estavam marcando faz tempo, sem aproveitamento por parte do proprietário ou interesse do nosso poder público. Mas não se constrói da noite pro dia.


Não cadastraram as pessoas. Não sabem de onde vem. Da precisão de quem necessita e daqueles que exploram a dor alheia. Ora, numa área enorme daquela não ficar espaço para um centro de saúde, escola, ruas, o mínimo de urbanidade, o mínimo de dignidade. Mas, qual o quê, nem esgoto e água têm.


Por incrível que pareça, nem pra organizar uma invasão serve a política pública e habitacional do Dr Evilásio.


Ainda bem, só de raiva! Não sobrou pedaço de terra pro Dr Evilásio construir uma pracinha.

quarta-feira, 30 de julho de 2008

Explica essa, Dr Evilásio?




A Prefeitura de Taboão gasta R$ 591.720,00 por 400 metros de ciclovia pintada no asfalto da avenida Brasil, Jd América


Cadê a Câmara Municipal que não fiscaliza?


A verba vem do Governo Federal, Ministério das Cidades


Chama o Ministério Público, é preciso esclarecer!


Veja como é tratado o dinheiro público


Truculência e R$ 591.720,00. Dá para acreditar?

Estava no trabalho habitual e veio ao meu encontro o Carlinhos do Trânsito. Narrou que estava fotografando a inaugurada ciclovia na avenida Brasil, Jd América, quando o candidato a vereador Celsinho, da coligação Arlete Silva, chegou intimando.


Armado da mentira, acusou-o de fotografar seu carro. Sob esse pretexto tomou a máquina da mão do Carlinhos do Trânsito e deletou todas imagens da memória, com fotos da família e de interesse pessoal.


Perguntou-me que atitude tomar, ao que respondi:

- Ele te agrediu. Invadiu teu espaço. É caso de dar queixa na delegacia. Mas o que você estava fotografando?


- A ciclovia feita, a obra não justifica o valor da verba publicada, disse ele.


Fui apurar. No trecho da avenida Brasil, entre os números 790 a 1112, beirando o chamado Parque Linear, na largura de dois metros, e não mais de quatrocentos metros de extensão, o asfalto pintado de vermelho, desenhos e traços indicativos, demarcado ao longo por olhos de gato, aqueles que brilham quando a luz do farol é refletida, indicando ali a ciclovia.


Em determinado ponto, no Parque, a placa obrigatória, em verde amarelo, informando da obra e de onde provém o dinheiro. Em dizeres grandes: Aqui tem obra do Governo Federal em parceria com a Prefeitura de Taboão.


Abaixo: Construção de Ciclovia. Programa de Mobilidade Urbana. Ao lado, sob fundo verde, Prazo de Execução: 6 meses. E, acima, o valor do investimento:
R$ 591.720,00.

Eu vi. Fotografei. Prestem atenção: 591.720,00 reais!


Por quatrocentos metros de faixa pintada de vermelho, sem a menor segurança aos ciclistas, prefeitura do Dr Evilásio está justificando o gasto de
591.720,00 reais!


Abaixo, assinam a arte da obra: Brasil Um País de Todos, Prefeitura de Taboão da Serrra, Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano, Caixa, e Ministério das Cidades.


Esse não pode passar batido. É preciso uma explicação!


O povo exige!

terça-feira, 29 de julho de 2008

Moradores do Jd Mafalda estão na bronca com o Dr Evilásio



No Jd Mafalda, rua vira um bota-fora


Falta de limpeza urbana aflige moradores


Córrego sem manutenção propicia enchente


Não enrola, cadê a nossa escritura, Dr Evilásio?


As moradoras do Jd Mafalda estão p da vida com o descaso da prefeitura no cumprimento de suas obrigações. A rua Washington Luiz virou um verdadeiro bota fora. Num extremo é entulho que se acumula. No outro são sacos de lixos depositados à espera do recolhe.


Já se tornou hábito queimar os dejetos ali jogados. A moradora Dirce Novais Carrera diz: “A gente vai à prefeitura e reclama pra tirar o entulho e o lixo. Eles não vêm e então as pessoas fazem fogueira, senão a sujeira toma conta de tudo. Quando passa o caminhão e leva os sacos de lixos, mal eles viram a esquina e já tem gente colocando mais”.


A rua Washington Luiz fica à beira do córrego Joaquim Cachoeira, após a EM Machado de Assis. A vizinha, Valdinéia da Silva Santos acrescenta que as enchentes são costumeiras no local. Na última, em outubro, a moradora Simone Carrera Dutra teve a casa invadida pelas águas e perdeu todos os seus pertences. Na ocasião a Defesa Civil nem lá apareceu.


No coro das reclamações, Vera Lucia Ipaves do Nascimento, residente na rua Nereu Ramos há 40 anos, desabafa: “Cadê a nossa escritura, Dr Evilásio? É só promessa, da boca pra fora. Estamos cansadas de pedir pra vereadores. Já fizemos diversas reuniões e nunca nada. Todos os moradores daqui só tem contratos, escritura que é bom nunca sai. Mas a gente paga os impostos. A nossa obrigação nós fazemos, e a prefeitura porque não faz a parte dela?”

Só Deus pra evitar o desabamento


A dona Benedita de Lourdes Ramos Dias, residente na Rua Maria Cândida da Silva, 167, Jd Roberto, já não crê em solução. Seu descrédito com a administração Dr Evilásio é total. O temor ronda sua casa, família e vizinhos, e é muito sério para não ser levado em conta.


Só por Deus, é a exclamação que resta após três anos a espera de uma solução. O barranco, cujo terreno é da prefeitura, ao fundo de sua casa, faz divisa com a viela Sebastião Tomaz Vilela e pela erosão das chuvas sofre risco de desabar, colocando outras 4 residências em perigo. O muro de arrimo que dá sustentação ao seu imóvel já está praticamente tombado.


Ela diz: “Quando chove a gente fica com o coração na mão. Estamos desde 2005 correndo atrás da prefeitura. A Defesa Civil já veio, engenheiros já tiraram fotos. Resolver que é bom, nada. Ele só manda cimentar os barrancos onde todo mundo vê. Aqui está escondido então não tem interesse de arrumar o muro de arrimo e cimentar. Vamos esperar, agora que é época de eleição, e o Evilásio vai vir pedir voto. Pra isso ele aparece”.


Vizinho, o senhor Ananias Souza dos Santos, completa: “Perdi dias de serviço pra ir à prefeitura. É muito descaso com a gente que fica mais de hora esperando. Teve até um sujeito, acho que é engenheiro, que disse: Se é área de risco porque você mora lá? E eu pergunto, vou morar aonde?”