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quarta-feira, 18 de abril de 2012

Aniversário do Tadeu

Santa igreja domingueira. O segundo a direita é o Tadeu. Aniversariante do dia 1º de Abril, 52 anos. Parece mentira, diria o Alfredão, pai, que foi jogar no time de cima...

A festa, na ocasião, não pude ir. Mas ali sempre há motivo pra churrasquear. E fui levar meus cumprimentos fotográficos. Na função, Rogério, serviu o braseado petisco...

O Rogerião sentado. Atrás, ao lado do Tadeu, Henrique. Vem da Vila Mariana sempre acompanhado de bem-vindos amigos. Vestindo azul, meu irmão Rosário...

- Que é isso, sô? Lançou o Marcão Caipira diante da pretendida beijoca...

O comentarista santista Gilberto segura a parede pra equilibrar o copo...

Depois da semana de trampo, Edson caraminhola no relex...

Rogério, Edson, Xiko e o corinthiano Dr Henrique sonha com o passaporte. Esse ano a Libertadores se tinge em preto e branco...
 É o bar do Neto onde invariavelmente marcamos ponto...

Marcão Caipira e a viola. Passa carro. Passa ônibus e caminhão. Eita vida boa!

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

No mesmo molho, amizade e macarrão

É costume, no bar do Neto, alguém apresentar algum tipo de guloseima pra consumo nosso, diários freqüentadores.

Odair, corinthiano, no domingo, 01/11, trouxe requintada salada, o salpicão, além do peito de frango regularmente cortado e frito.

Ontem mesmo, segunda feira, 02/11, feriado, o palmeirense Tadeu nos fez saborear a panelada de joelho de porco acompanhado de repolho refogado que o santista Xiko xamou de xicrutis.

Os adversários de plantão logo associaram o fato, melhor o prato.

Mesmo diante do heróico empate de 2 a 2 contra o Corinthians, em Prudente, disseram:

- Queimada as gorduras, o Porcão está morto e servido...

Servido de frágil liderança, apesar da fé, os palestrinos temem a perda do Brasileirão. Divergem e concordam, comem e bebem...

Agitamos o ambiente, às vezes ardentemente, cada qual com sua razão, o que nos aflige.

Seja a política, a segurança, amores diversos, o futebol, principalmente...

Como somente dependemos da fragilidade de nossos votos, obrigatório quadriênio, os políticos acabam geralmente escorraçados...

Embora o dia a dia é quem dite a própria convicção.

No amor repercutimos vozes interiores

Na beira do balcão falamos o que não dizemos normalmente...

À insegurança oramos amém, que Deus nos proteja. Não há gravata e nem farda que o substitua.

Somos e vamos por (in) diferentes caminhos...

Caminhos que se cruzam neste ocasional ponto de encontro.

Na sexta feira, 31/10, como previamente marcado, me apresentei para fazer a massa de macarrão.

Levei a máquina herdada de minha mãe que serve para esticar e cortar em fios a massa.

A origem do macarrão é discutível. De assírios e babilônios, ainda 2500 anos antes de Cristo.

Relatos citam também Marco Pólo que em retorno de sua famosa viagem à China, no final do século XIII, trouxe a hoje famosa iguaria.

Em outra versão consta que os árabes ao conquistarem a Sicília, no século IX, foram responsáveis pela introdução da itrjia, que era uma massa seca.

De vero mesmo, a palavra macarronis surgiu do dialeto siciliano derivada do verbo maccaris, que significa achatar.

Da forma como o ocidente conhece, os italianos incrementaram o molho de tomates e criaram mais de 500 variedades de tipos e formatos de macarrão.

Distante do tempo histórico, o ato: Marco Pezão e o Henrique estão na cozinha, em Campo Limpo, sudoeste da capital paulista.

Dois quilos de farinha de trigo e ovos. Mãos à massa. E não é que a coisa liga.

Amassa e estica e os filés enfarinhados tomaram conta da mesa e pia.

Talharini é a pedida e depois de várias horas de trabalho, a cama de casal aconchegou toda a produção.

O Kim chegou e perfumou o ambiente tendo a tiracolo duas belas garotas. Avisado, o amigo, quanto a indisponibilidade do quarto, a fanfarronice tomou assento à sala.

O molho por conta do Henrique absorveu 6 quilos de tomates fervidos e peneirados transformado em apurado puro purê...

Terminada a primeira etapa. Cachaças, cervejas e rabos de saia, à parte. Veio o sábado, 01/11, e a suculenta macarronada nasceu.

Bolonhesa e calabresa deram o sabor, salpicado com queijo parmesão.

E à tarde, por volta das 15 horas, estávamos em frente ao bar do Neto, saboreando a missão cumprida.

Travessas devidamente consumidas, todos comidos, e as fotos relatam a façanha aos amigos que não puderam comparecer...

Alemão, palestrino, pegou o fio e foi fundo...

Faltaram muitos amigos que viajaram por conta do fim de semana prolongado. Mas os que ficaram deram conta do recado...

O Lima, servido na cumbuquinha, enrola...

Exibe rápidas e sequências garfadas...

Já era! Lá vai o Lima pro repeteco...

Luiz e Alexandre se preparam para entrar em campo maxilar...

Odair explana e dá ênfase à culinária...

Saboreando as próprias palavras...

Xiko, sob o olhar do Henrique, mira o garfo...

Marinalva tomou conta do vapor...

A cozinha onde mostramos que somos capazes...

Henrique descansa antes de do 2º tempo, tendo na assistência o Alexandre...

A euforia do Xiko...

Cantando feito o Pavarotti...

Henrique servindo a segunda remessa, o molho de calabresa...

Uma pausa ao Odair...

Em seguida assediado pelo Alemão beijoqueiro...

A netinha da Marinalva...

A neta, Marinalva e Marcio...

Odair e Marco Pezão...

Clicados pelo Alemão...

E o Alemão gostou da brincadeira e mandou ver nas fotos...

Xiko e Marco Pezão...

Xiko assumindo novo prato...

Marcio, de passagem...

A comilança não teve trégua...

Em diferentes lugares...

A cena se repetiu...

Prato cheio à vontade, né Alemão...

O sãopaulino e o Alemão posam pra despedida...

Marcio, Xiko, Alemão e Alexandre. Que a curtição se repita...

Xiko e Marcio, foi bom demais...

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Floripa num só gole

Tim, Valentim, Rogerio, Marcos, Jonathan e Marco Pezão, clicados pela Marinalva, no bar do Neto, se preparam pra pegar a estrada...

Um convite beira o balcão do Neto, Campo Limpo, sexta à noite, trouxe confirmação na segunda feira.

O Valentim, em negócios de leilão na Floripa capital, anunciou a viagem pra manhã de terça, 22.

Em termos de BR 116, meu conhecimento não ultrapassa entrada de Iguape.

O restante é novidade. Cruzar o estado do Paraná e chegar à Santa Catarina, nem pensar. Afigurava-se agora ocasião.

Fui, fomos! Dois carros e seis pessoas. No Audi, o Tim, o Marcão e mano Jonathan, dirigindo.

No comando da Parati, o Rogério. Valentim e Marco Pezão completam o time.

Se muito, depois de 50 km, é mato e morro. O agito da civilização vai ficando longe.

Cabeças olhos redor fixos. A minha, tanto aflita, percorre ao longo da rodovia.

O relógio apontava 10 horas, duas de rodagem, anuncia parada pro lanche.

O local, posto Graal. Em não estarmos na missão volante, eu e Valentim, santo grau. O trago que perpetuou nossa viagem.

Serra de Miracatu é apreensão. Cobra sinuosa rasga e escorrega pedra morro mato abaixo.

O arrepio se desfaz no Parque Federal de Jacupiranga, reserva de solidão profunda.

A paisagem abundante perde colorido verde em terra paranaense. Araucárias, pinheiros espetados.

O carro flui. Asfalto pra mais de metro. Em se perder de vista vamos à busca de um objetivo.

O leilão de sucatas da Companhia Elétrica de Santa Catarina é o agente da aventura, minha, porque os demais estão a trabalho.

Fazer retornar ao uso materiais recicláveis é a incumbência.

Comprar e vender é o princípio básico das relações humanas.

Eu foco. A conversa se alonga em silêncios. O cambiar da marcha, o freio.

O céu nublado nos acompanha. Intercalada e contínua chuva dispersa vapores nos giros pneumáticos.

Acelerados rumo ao almoço almejado às 15 horas em solo catarinense. Anchova grelhada é o prato concebido ao nosso desejo.

Curitiba. BR116 segue seu rumo. Velejamos na BR 101, e, além, prados e boiadas tomam espaço.

Miniaturas de bois, ó imensidão. Bananas, salames, queijos, vinhos, toalhas, e artigos de couro oferecidos demarcam retinias convidativas.

O percorrer beira mar nos aproxima. A Casa da Sereia nos atrai. Santa Catarina, castigada por intempéries do tempo, estamos!

Itapema, almoço, a mesa posta. O mar intenso. Um quadro. Ao longe, pequeno barco de pescador ancorado vaga. Cliques de satisfação. Eu e Valentim renovamos santo grau.

Deliciosamente comidos, comemos a distância. Dez horas após a saída deixamos para trás Blumenau e Camboriu.

Nuvens carregadas insistem. Enfim, a desativada ponte Hercílio Luz. Cruzamos o viaduto que liga o continente à ilha de Florianópolis.

No mirante paramos e avancei olhar à terra desconhecida que acrescentava milhares de pontos de luzes à noite estranha.

A marcha continuou pelo declive de nova serra.

O ar ganhou bom hálito quando batemos à pousada do João Correia.

O sabor sem miséria. Logo depois, bem alojados na beira do rio, acompanhados de bela gastronomia, comemoramos nossa chegada.

Intensa e breve estadia. No outro dia, o reconhecimento do material a ser comprado.

No caminho surge um boteco da antiga. Pastel delicia, cerveja, pinga com limão. A rapaziada tranqüila ficou de refri, mas o Valentim e o Pezão continuaram solidários com os copos, cheios, é claro.

Altos montes perfilam extensa área. Em descobrir a alma do cabo elétrico, tomei um choque. Olhos para quem quer ver.

De minha ignorância em não vê-lo, Brasil, dá um desconto. É convivendo que a gente aprende a conhecer as pessoas.

O deslumbramento natural. Canta o galo, campainha do celular do Valentim que não parava de tocar.

Os afazeres a serem conectados. Ligações, e-mails, os acertos pra espera do martelo aceleram.

Na correria brotou um sol meio tímido, mas suficiente pra aquecer a tarde.

Apressamos o almoço tendo a possibilidade de pegar uma praia. Mas, sem pressa, bolinhos de siri, camarões, filés de anchovas, merecem devida atenção.

Praia da Joaquina é o endereço. Areias mutantes recriam dunas. Embora o vento frio, atrevo. Ao mar lanço-me com alegria infantil.

Gaivotas planam. Um homem surfa no ar. Visão oceânica, o tudo, o todo, as ondas, os amigos.

Fazia-se mansa digestão, quando o inesperado refreou o deslumbre. O telefonema anunciou o adiamento do leilão.

Um machado que ceifa a árvore da possibilidade, a mensagem fez escorrer o satisfatório retorno do empreendimento.

Chocados e com fome, a razão de ali permanecermos não mais havia, no restaurante Extremo saboreamos a derradeira iguaria.

Por ironia, a saideira trouxe cachaça de má companhia. Solidários no protesto, Valentim e eu, não bebemos.

Ficou pra manhã seguinte, quinta feira, já perto do meio dia, quando de malas prontas e decididos a partir, referendamos meio litro de bento franciscano.

O sol se fazia pleno em meio ao cortante vento. O João Correia brindou a despedida com modas de viola. Viola de dez cordas, por ele construída com fino esmero.

Retorno, pradarias se ausentam. Mato, morro, o breu noturno, o asfalto molhado. Já é madrugada quando São Paulo se avizinha. Aos motoristas da empreitada ergamos nossa taça.

Taça repleta de pura cortesia: Rogério, Marcos, Jonathan e Tim.

Paladar traduz doce sal. Real impressão, Valentim e Pezão beberam Floripa num só gole...