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quarta-feira, 18 de abril de 2012
Aniversário do Tadeu
quarta-feira, 4 de novembro de 2009
No mesmo molho, amizade e macarrão
Odair, corinthiano, no domingo, 01/11, trouxe requintada salada, o salpicão, além do peito de frango regularmente cortado e frito.
Ontem mesmo, segunda feira, 02/11, feriado, o palmeirense Tadeu nos fez saborear a panelada de joelho de porco acompanhado de repolho refogado que o santista Xiko xamou de xicrutis.
Os adversários de plantão logo associaram o fato, melhor o prato.
Mesmo diante do heróico empate de 2 a 2 contra o Corinthians, em Prudente, disseram:
- Queimada as gorduras, o Porcão está morto e servido...
Servido de frágil liderança, apesar da fé, os palestrinos temem a perda do Brasileirão. Divergem e concordam, comem e bebem...
Agitamos o ambiente, às vezes ardentemente, cada qual com sua razão, o que nos aflige.
Seja a política, a segurança, amores diversos, o futebol, principalmente...
Como somente dependemos da fragilidade de nossos votos, obrigatório quadriênio, os políticos acabam geralmente escorraçados...
Embora o dia a dia é quem dite a própria convicção.
No amor repercutimos vozes interiores
Na beira do balcão falamos o que não dizemos normalmente...
À insegurança oramos amém, que Deus nos proteja. Não há gravata e nem farda que o substitua.
Somos e vamos por (in) diferentes caminhos...
Caminhos que se cruzam neste ocasional ponto de encontro.
Levei a máquina herdada de minha mãe que serve para esticar e cortar em fios a massa.
A origem do macarrão é discutível. De assírios e babilônios, ainda 2500 anos antes de Cristo.
Relatos citam também Marco Pólo que em retorno de sua famosa viagem à China, no final do século XIII, trouxe a hoje famosa iguaria.
Em outra versão consta que os árabes ao conquistarem a Sicília, no século IX, foram responsáveis pela introdução da itrjia, que era uma massa seca.
De vero mesmo, a palavra macarronis surgiu do dialeto siciliano derivada do verbo maccaris, que significa achatar.
Da forma como o ocidente conhece, os italianos incrementaram o molho de tomates e criaram mais de 500 variedades de tipos e formatos de macarrão.
Distante do tempo histórico, o ato: Marco Pezão e o Henrique estão na cozinha, em Campo Limpo, sudoeste da capital paulista.
Dois quilos de farinha de trigo e ovos. Mãos à massa. E não é que a coisa liga.
Amassa e estica e os filés enfarinhados tomaram conta da mesa e pia.
Talharini é a pedida e depois de várias horas de trabalho, a cama de casal aconchegou toda a produção.
O Kim chegou e perfumou o ambiente tendo a tiracolo duas belas garotas. Avisado, o amigo, quanto a indisponibilidade do quarto, a fanfarronice tomou assento à sala.
O molho por conta do Henrique absorveu 6 quilos de tomates fervidos e peneirados transformado em apurado puro purê...
Terminada a primeira etapa. Cachaças, cervejas e rabos de saia, à parte. Veio o sábado, 01/11, e a suculenta macarronada nasceu.
Bolonhesa e calabresa deram o sabor, salpicado com queijo parmesão.
E à tarde, por volta das 15 horas, estávamos em frente ao bar do Neto, saboreando a missão cumprida.
Travessas devidamente consumidas, todos comidos, e as fotos relatam a façanha aos amigos que não puderam comparecer...
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No mesmo molho amizade e macarrão
terça-feira, 29 de setembro de 2009
Floripa num só gole
Um convite beira o balcão do Neto, Campo Limpo, sexta à noite, trouxe confirmação na segunda feira.
O Valentim, em negócios de leilão na Floripa capital, anunciou a viagem pra manhã de terça, 22.
Em termos de BR 116, meu conhecimento não ultrapassa entrada de Iguape.
O restante é novidade. Cruzar o estado do Paraná e chegar à Santa Catarina, nem pensar. Afigurava-se agora ocasião.
Fui, fomos! Dois carros e seis pessoas. No Audi, o Tim, o Marcão e mano Jonathan, dirigindo.
No comando da Parati, o Rogério. Valentim e Marco Pezão completam o time.
Se muito, depois de 50 km, é mato e morro. O agito da civilização vai ficando longe.
Cabeças olhos redor fixos. A minha, tanto aflita, percorre ao longo da rodovia.
O relógio apontava 10 horas, duas de rodagem, anuncia parada pro lanche.
O local, posto Graal. Em não estarmos na missão volante, eu e Valentim, santo grau.
Serra de Miracatu é apreensão. Cobra sinuosa rasga e escorrega pedra morro mato abaixo.
O arrepio se desfaz no Parque Federal de Jacupiranga, reserva de solidão profunda.
A paisagem abundante perde colorido verde em terra paranaense. Araucárias, pinheiros espetados.
O carro flui. Asfalto pra mais de metro. Em se perder de vista vamos à busca de um objetivo.
O leilão de sucatas da Companhia Elétrica de Santa Catarina é o agente da aventura, minha, porque os demais estão a trabalho.
Fazer retornar ao uso materiais recicláveis é a incumbência.
Comprar e vender é o princípio básico das relações humanas.
Eu foco. A conversa se alonga em silêncios. O cambiar da marcha, o freio.
O céu nublado nos acompanha. Intercalada e contínua chuva dispersa vapores nos giros pneumáticos.
Acelerados rumo ao almoço almejado às 15 horas em solo catarinense. Anchova grelhada é o prato concebido ao nosso desejo.
Curitiba. BR116 segue seu rumo. Velejamos na BR 101, e, além, prados e boiadas tomam espaço.
Miniaturas de bois, ó imensidão. Bananas, salames, queijos, vinhos, toalhas, e artigos de couro oferecidos demarcam retinias convidativas.
O percorrer beira mar nos aproxima. A Casa da Sereia nos atrai. Santa Catarina, castigada por intempéries do tempo, estamos!
Itapema, almoço, a mesa posta. O mar intenso. Um quadro. Ao longe, pequeno barco de pescador ancorado vaga. Cliques de satisfação. Eu e Valentim renovamos santo grau.
Deliciosamente comidos, comemos a distância. Dez horas após a saída deixamos para trás Blumenau e Camboriu.
Nuvens carregadas insistem. Enfim, a desativada ponte Hercílio Luz. Cruzamos o viaduto que liga o continente à ilha de Florianópolis.
No mirante paramos e avancei olhar à terra desconhecida que acrescentava milhares de pontos de luzes à noite estranha.
A marcha continuou pelo declive de nova serra.
O ar ganhou bom hálito quando batemos à pousada do João Correia.
O sabor sem miséria. Logo depois, bem alojados na beira do rio, acompanhados de bela gastronomia, comemoramos nossa chegada.
Intensa e breve estadia. No outro dia, o reconhecimento do material a ser comprado.
No caminho surge um boteco da antiga. Pastel delicia, cerveja, pinga com limão. A rapaziada tranqüila ficou de refri, mas o Valentim e o Pezão continuaram solidários com os copos, cheios, é claro.
Altos montes perfilam extensa área. Em descobrir a alma do cabo elétrico, tomei um choque. Olhos para quem quer ver.
De minha ignorância em não vê-lo, Brasil, dá um desconto. É convivendo que a gente aprende a conhecer as pessoas.
O deslumbramento natural. Canta o galo, campainha do celular do Valentim que não parava de tocar.
Os afazeres a serem conectados. Ligações, e-mails, os acertos pra espera do martelo aceleram.
Na correria brotou um sol meio tímido, mas suficiente pra aquecer a tarde.
Apressamos o almoço tendo a possibilidade de pegar uma praia. Mas, sem pressa, bolinhos de siri, camarões, filés de anchovas, merecem devida atenção.
Praia da Joaquina é o endereço. Areias mutantes recriam dunas. Embora o vento frio, atrevo. Ao mar lanço-me com alegria infantil.
Gaivotas planam. Um homem surfa no ar. Visão oceânica, o tudo, o todo, as ondas, os amigos.
Fazia-se mansa digestão, quando o inesperado refreou o deslumbre. O telefonema anunciou o adiamento do leilão.
Um machado que ceifa a árvore da possibilidade, a mensagem fez escorrer o satisfatório retorno do empreendimento.
Chocados e com fome, a razão de ali permanecermos não mais havia, no restaurante Extremo saboreamos a derradeira iguaria.
Por ironia, a saideira trouxe cachaça de má companhia. Solidários no protesto, Valentim e eu, não bebemos.
Ficou pra manhã seguinte, quinta feira, já perto do meio dia, quando de malas prontas e decididos a partir, referendamos meio litro de bento franciscano.
O sol se fazia pleno em meio ao cortante vento. O João Correia brindou a despedida com modas de viola. Viola de dez cordas, por ele construída com fino esmero.
Retorno, pradarias se ausentam. Mato, morro, o breu noturno, o asfalto molhado. Já é madrugada quando São Paulo se avizinha. Aos motoristas da empreitada ergamos nossa taça.
Taça repleta de pura cortesia: Rogério, Marcos, Jonathan e Tim.
Paladar traduz doce sal. Real impressão, Valentim e Pezão beberam Floripa num só gole...
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