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domingo, 17 de fevereiro de 2013

Tá na várzea tá com nóis

Edição de Esportes do Jornal Atual de 16 de fevereiro de 2013

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Tá na várzea tá com nóis!

Edição de 27 de outubro, do Jornal Atual, Taboão da Serra.

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Atento ao jogo!

 
Estava em casa a mexer nos arquivos fotográficos e me deparo com um jogo do CA Taboão da Serra versus Osasco FC, no estádio municipal, datado de 26/04/ 2006, tendo o técnico Menta no comando.

Minha mulher conversa e acompanha o desenrole das fotos no vídeo.

Corria o segundo tempo e o CATS atacava em direção ao portão de entrada do estádio.

Nesse dia não pude ficar em campo, e fiquei posicionado do lado de fora do alambrado com a lente apoiada no vão da grade.

Bandeirando a partida, a auxiliar de arbitragem chama atenção do foco. Um short justo, amarelo, realça o belo. 

Cabelo amarrado tipo Ana Paula Oliveira. O par de coxas roliças trafega rente a linha. 

Braços sensuais prevenidos a qualquer sinal de impedimento.

Seguia absorto a série de fotos quando tomei um cutucão: 

- Ei! Você só fotografou o traseiro da mulher?
A partida estava monótona, 0 a 0. E, diante daquela robusta leveza, eu me deixei clicar vários ângulos daquele formoso bumbum.

Mas, pra minha salvação, teve um ângulo que eu peguei melhor. Posicionado próximo à linha de fundo, criei expectativa quando o meia Igor ajeitou a bola pra cobrar uma falta próxima à grande área.

O jornalista Eduardo Toledo estava na fita e também deixou de analisar o desempenho da bandeirinha pra seguir o lance. 

Firmei a máquina no buraco da grade e mirei no gol. Em questão de segundos. O apito, a batida, o clic. Apenas um clic e peguei a bola entrando no ângulo, e o goleiro espichado no ar. 

Mágico instante aquele. E assim me safei:

- Tá vendo, mulher, como eu tava atento ao jogo. 

O agito da Cultura, em Taboão!


David da Silva, Sergio Vaz, Marco Pezão e José Maria D’Lucena  juntos em prol da mesma causa...

Claro que há grande expectativa em relação ao futuro da Cultura, em Taboão da Serra. 

Nesta semana tivemos noticiado o fechamento do Liceu de Artes, sem qualquer aviso prévio. 

Mesmo que em seguida um comunicado do prefeito tenha desmentido o fato, o fato é que a Secretaria de Cultura deve ser tratada com profissionalismo maior, e habitada por quem são crias da própria história cultural da cidade.

Nos bastidores há um movimento em torno do nome de José Maria D’Lucena, para comandar a pasta. 

Professor de artes, diretor de teatro, o Zé Maria, ao lado do jornalista David da Silva, tem dialogado com o meio artístico taboanense e goza da confiança daqueles que realmente estão empenhados em mudar a cara e alma do município.

Taboão traz, em seu bojo, trabalhos notáveis. Citando a UTT, União Teatral de Taboão, à época de Amaury Alvarez. 

A tradicional Paixão de Cristo, dirigida pelo próprio D’Lucena. 

O Sarau da Cooperifa, do hoje conhecido e premiado poeta Sergio Vaz. 

E mais do que nunca, o Clariô, e seu espaço de resistência e arte. Mario Pazine, Naruna Costa, Naloana, Martinha, e toda trupe, são referência de nosso teatro.

Cultura é o que se planta dá! Novo ano vai chegar e semeadores, de valor,  não faltam em Taboão da Serra. Vamos fomentar, gente!

Diretor de teatro do Espaço e Grupo Clariô, Mario Pazine é história da Cultura de Taboão da Serra.

sexta-feira, 13 de julho de 2012

Confidência de um palmeirense campeão!

 Marcos Assunção, mais que jogador. Símbolo de dedicação...

A ficha só começou a cair quando o Palmeiras eliminou o Atlético Paranaense por 2 a 0, no jogo de volta pelas quartas de final.

Apesar das cinco vitórias obtidas frente ao Coruripe, Novo Horizonte e Paraná, eu estava com o pé atrás.

Quando a tabela apontou o Grêmio, nas semifinais, me fiz pessimista. Quinze dias antes, pelo Brasileiro, o Luxemburgo levou a melhor.

Pra mim, o retorno do Scolari significou por ordem na casa. Afinar um conjunto capaz de motivar a desesperançada torcida. Mas, no decorrer, a bagunça no antro administrativo quase engole o Felipão.

É a turma do amendoim. O motim liderado por Kleber. É o presidente Tirone agredindo conselheiro. Contratações que não deram em nada. No auge da crise da crise, Felipão disse que o clube era de bosta.

Como poderia supor uma vitória em pleno estádio olímpico? Com os 2 a 0, gols de Mazinho e Barcos, sobreveio alento. Sofrido, sabia. Mas, enfim, o empate de 1 a 1 com os gremistas, na Arena, colocou determinada singeleza na decisão do título nacional.  

A imprensa elegeu o Coritiba como favorito. Mas os gols de Valdivia e Thiago Heleno, em Barueri, transformaram o descrédito em possível triunfo.

Com Barcos, Maikon Leite e Valdivia fora da batalha final, mesmo a vantagem obtida foi menosprezada por mim. Na guerra pela conquista tudo vale. Missão dada é missão cumprida, bradou o palestrante capitão do Bope àquele reduzido e desconhecido elenco.

Sob aguaceiro, na quarta-feira, 11, o zagueiro Thiago Heleno se machucou e o Luam continuou com uma perna só. Corria a segunda etapa e o estádio Couto Pereira balançou quando o Coritiba abriu o placar.

Não aguentei. Mudei de canal. Dolorosos minutos até ouvir o foguetório. Será? Retornei. Marcos Assunção, sempre ele, cobrou falta e Betinho desviou de cabeça pro fundo do gol. Quem? Betinho!

A igualdade de 1 a 1 prevaleceu. Festa dos quase cinco mil seguidores na arquibancada. O pranto sentido dos vencedores escorreu por minha face e lavou a alma de milhares de esmeraldinos distantes.

A invicta campanha palestrina somou em 11 jogos, 8 vitórias e 3 empates. Marcou 23 gols e sofreu 6. Transformar o desunido elenco em parceiros de causa própria foi como tirar leite de pedra, Scolari.

A grandiosidade da SE Palmeiras é tanta, que mesmo ficando 12 anos sem ganhar nada, mantém-se a frente com dez títulos nacionais.

Verde esmeralda. Lapidada pedra, o brilho tá rústico. É a real. Brasileirão. Libertadores. É preciso bem mais! 

Mas aprendi a lição. Aliada a habilidade, mesmo se não muita, disciplina, sim,  o que ganha jogo é trampo. Muito trampo.

Adentro ao coro e feito os verdes guerreiros, desabafo: pqp... o Palmeiras é campeão da Copa Brasil!

Felipão volta a ser rei na Copa do Brasil.

sexta-feira, 6 de julho de 2012

São Jorge, timão, guerreiro campeão!

 Tabu foi feito pra ser quebrado. Corinthians conquista a América...

O médico o conhecia. Vendo os exames, falou firme:

- Antonio, se daqui pra frente você colocar um copo de bebida na boca. Uma gota de álcool, que seja: é vela e caixão. Teu fígado está prestes a virar geleia. Parece que não quer ver o Corinthians campeão da Libertadores?

Medicado e recomendado chegou a casa. A mulher ouviu o desabafo e se preocupou com a criação do casal de filhos.

À noite, Antonio vestiu a camisa alvinegra. Tomou chá e os comprimidos. Assistiu no rádio o empate de 1 a 1, na estreia, contra o Dep. Táchira.

Não perdeu, tá bom. Mas maldisse a si mesmo quando se lembrou do litro de cachaça escondido: Pô, nem um gole?

Já no sexto jogo da fase de grupos, o timão sem perder, Antonio se medicou com prazer após a goleada de 6 a 0, no jogo de volta, contra o mesmo Táchira. Voltou a caminhar pelas ruas e titubeou quando um amigo o convidou pra tomar uma.

O apego a São Jorge. A flâmula no altar. A lamparina acesa. Mataria um dragão por dia pra ver o Corinthians campeão. Agradeceu e retornou contando a campanha na mente: 4 vitórias e dois empates.13 gols marcados e dois sofridos.

Melhorava aos poucos. Resistia. A abstinência causava pesadelos. Nas quartas de finais satisfez-se com o empate zerado em São Januário. 

O lance do Diego Souza e o goleiro Cassio, que, com a ponta da luva mudou a trajetória da bola, quase o levou a uma recaída. Foi salvo pelo gol de Paulinho e a classificação por 1 a 0.

Dores o incomodavam nas semifinais na baixada santista. E se o Santos aprontasse alguma molecagem? Temia. 

Mas vendo a postura do seu time. O empenho. O golaço do Sheik. A união dos jogadores transbordando além-campo. Sentiu-se confiante e tomou suco de laranja.

Na partida seguinte, quando ouviu o silêncio fúnebre no estádio, após o gol de Neymar, Antonio se apegou ao santo. Pediu carona no cavalo branco. Segurou a lança numa das mãos e na outra a aguardente, caso necessitasse de suicídio.

Danilo, Danilo, Danilo, balbuciava dormindo no sofá. O martírio estava chegando ao fim. Enfim, o Coringão decidia a história!

E veio o Boca Junior. Irritante Bambonera não se cala. O resultado adverso de um a zero. O tremor nas mãos. Sua via crucis. O livre arbítrio. Nem um gole? Árbitro desgraçado, não vê como eles jogam sujo?

Chegou a levantar-se em direção ao esconderijo. Romarinho entrara no jogo e recebeu passe de Sheik. Invadiu a área, e com uma cavadinha sobre o goleiro argentino marcou um golaço, trazendo, de quebra, Antonio em repouso à poltrona.

Na quarta-feira seguinte, o Pacaembu totalmente tomado. É hoje! É o fim da peregrinação. Bola rolando e nem o antijogo dos hermanos foi capaz de desestabilizar a homogênea equipe alvinegra. Sheik, promovido a monstro sagrado, marcou duas vezes.

Apito final. O inédito troféu inundava-se em lágrimas dos fieis guerreiros. Rojões iluminam cânticos em glória. A noite virou dia. Antonio tem a voz embargada pela emoção. De joelhos, mãos estendidas em louvor a São Jorge seguram um copo cheio de pinga.

Seu pensamento: 8 vitórias e 6 empates. 22 gols marcados e 4 sofridos.  Eu estou vendo, doutor! Eu consegui! Meu Corinthians é campeão da América! E invicto! Chupa essa, berrou pro palmeirense vizinho.

Com os olhos arregalados em profunda sede, levou o copo à boca. Em ritual, cheirou a bebida e saudou o santo. 

- Meu Deus! gritou paralisado quando o dragão expeliu enorme facho de fogo. Atônito, ouviu São Jorge esbravejar:

- Não quer ver o Corinthians campeão do mundo, Antonio?

Sorriu na manhã seguinte. Beijou a mulher e as crianças. E o sonho por mais um título recomeçou.

Emerson Sheik honrou o manto sagrado.

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Informe da várzea taboanense

 Pedrinho vive a várzea em sua essência e eu o conheço desde minha época de boleiro. Ele está feliz com a campanha de seu time, Jd Roberto 35, líder da chave B com 9pg. O amor por esse time é mútuo, Pedrinho. Abraço.

* Os três campeonatos municipais estão em andamento. Todos se encaminham para o fechamento da 1ª fase. Segue abaixo a pontuação geral.

* Na 1ª Divisão, chave A, Bola+Hum soma 10pg. Bangu, 9. Fuzuê, 7. Panorama, 6. Falange Suiná, 3. Paulistano, 0.

* Na chave B, o líder INO100T tem 10pg. 100 Dúvida, 9. FDL, 4. Santos, 4. Revolução, 4. Unidos do Morro, 2.

* Na chave C, o Jd Roberto e Atlântico estão com 10pg. Fortaleza, 9. Unidos Por Acaso, 7. Estrela Maria Helena, 3. Corinthinha, 0.

* Na chave D, o 100% Feras com 12pg. Ponte Preta, 9. Família Renascer, 7. Levanta Poeira, 7. Jd Mirna, 1. Chic Show, 1.

* No Veteranos 35, a situação está assim:

* Chave A, Nóis Não Liga comanda com 10pg. O VUMO tem 8. Clube do Copo, 6. Santos, 5. Atlântico, 3. U. Comunitário, 0.

* Chave B, Jd Roberto lidera com 9pg. Vai Q É Mole e Ouro Preto somam 7. Unidos do Trianon, 5. Universal, 4. Velhos Garotos, 1.

* Chave C, o Fortaleza marca 10pg. Paraná, 8. Unidos do Morro, 6. Saudosa Maloca, 4. Grêmio Marabá, 3. Palestra, 3.

* Chave D, Amigos Jacarandá, 9pg. Harmonia, 8. Rei do Peixe, 8. AMAR, 3. Primor, 3. Família Salgueiro, 1.

* Na competição Seniors 50, a concorrência se mantém:

* Chave A, Melhor Idade, 6pg. Luzitano, 4. Unidos Trianon, 1. Unidos do Morro, 0.

* Chave B, Masters Intercap, 6pg. Vila Nova, 3. Palestra, 3.

* Chave C, Pirajussara, 6pg. Ouro Preto, 6pg. Primor, 0. Botafogo Salvador, 0.

* Chave D, Parados da Vila Iasi, 4pg. Fortaleza, 1. Rei do Peixe, 0.

Vem aí o 1º Encontro dos Esportistas de Taboão, promovido pelo jornal Atual.

O Amigos do Jacarandá está surpreendendo na competição Veteranos 35. A equipe lidera a chave D com 9 pontos ganhos.

Verdão e Coxa-Branca decidem a Copa do Brasil

 O sequestrável mago Valdívia está de volta...

Vejo V verde de vingança. Lembrança daqueles inimagináveis 6 a 0, do ano passado. 

Cruel! Foi duro esquecer. E agora são eles de novo. Maledetos!

Eternamente indigesta eliminação palestrina da Copa do Brasil 2011. Naquela data, o Coritiba promoveu verdadeiro massacre. 

E aquele episódio, com certeza, ferve na cuca do sábio carcamano Felipão.

O pinote que o Valdivia deu pra cima do banco de reservas, sem camisa, após marcar o gol de empate, e voar em abraço que quase derrubou o treinador, será sinal que a turbulência que envolvia o ambiente esmeraldino tenha se dissipado?

Eu não apostava nunca numa final entre Palmeiras e Coritiba. Pra mim era São Paulo e Grêmio. Coisa louca futebol!

Imaginar que o Verdão fosse ao Olímpico e metesse 2 a 0 no jogo de ida, com gols de Mazinho e Barcos, não acreditava.

E na quinta-feira, 21, sob torrencial aguaceiro na arena de Barueri, já no segundo tempo, depois de tomar um gol do gremista Fernando, chegar ao empate com Valdivia, me fez refletir.

O que eu não via é que o time foi se moldando dentro de seus limites. Embora sem qualquer camarão, o elenco passou a apresentar uma proposta de jogo. 

Melhor, se dispôs a lutar por ela.  

Do outro lado o Coritiba, sedento. Perdera o título passado para o Vasco, e não quer ser vice de novo. 

Jogou mais que o São Paulo dentro do Morumbi, na derrota por 1 a 0. 

No jogo de volta, em casa, cravou 2 a 0 no tricolor, ficou com a vaga, e chega na febre.

É vero. Será uma final de ralar o coco. Mas o time cara do Felipão vai dar uma espernachia pra eles! É vero!

O sábio carcamano Felipão consegue o que parecia impossível e leva o Palmeiras a uma grande decisão.