sábado, 1 de junho de 2019

Nossa Vida, Nossa Arte: uma oficina poética no Centro da Criança e do Adolescente

Um prato de arte poética foi o que ofereceu a dupla de poetas da Livraria Poesia FC à meninada que participa do projeto "Nossa Vida, Nossa Arte" do CCA, na Vila Andrade, no último dia 03 de maio. A mediação foi realizada porThiago, o agente ambiental que atua na UBS do Jardim Rebouças junto à Dioneia Barreto, diretora do Centro da Criança e do Adolescente. 

Estar com quase 50 adolescentes em uma sala rendeu mais um fruto da parceria entre o Coletivo I Love Laje e a UBS Arrastão, iniciada durante o nosso projeto contemplado na primeira edição da Lei de Fomento à Cultura da Periferia entre os anos de 2017 e 2018.

No início da oficina a apresentação exigia, de cara, uma escolha e uma síntese com o nome de  cada um e uma palavra que contasse  aos demais como cada um se sentia como ser humano naquele momento. 

Esse exercício quebrou o gelo para que Marco Pezão entrasse com seu mantra "Nóis é ponte". Daí se estendia  uma outra canção sugestiva para nossos tempos: a "Loa da salsicha".  

A seguir a dupla atacou com "Briga de Casal" desenhando por fim o poema "Cada um é todo mundo".

Contudo, o clímax pode ter sido o "Canto guerreiro dos Timotes", poema anônimo de uma cultura originária da Venezuela, traduzido ao português.

As vozes em uníssono arrebataram a voz do vento; o corpo da chuva e o tronco de uma árvore, símbolos que para o coletivo indígena materializavam a energia e a resistência aos guerreiros.  Como em flocos de neve, iam caindo  por sobre os jovens de hoje, também aqueles jovens guerreiros em ambiente de violência  um toque de lucidez e encantamento que só a arte produz.
   
Aquela oficina poética foi apenas um mote para propor à instituição um projeto que pudesse unir a ferramenta democrática ao senso crítico, à escrita de poemas e à elaboração de uma antologia cartonera. 

Agora resta a resposta, a viabilidade prática e um grupo de jovens interessados do CCA para por as mãos na massa, com a musa de estandarte: a poesia. 

Texto: Alai Diniz
Fotos: Thiago UBS
Edição: Marco Pezão

A Plenos Pulmões, o sarau: cremos na poesia

Sábado, 01 de junho, a partir das 19h, na Casa das Rosas, Avenida Paulista 37, estaremos armados até os dentes com muitos versos e a indisfarçável alegria de somarmos juntos mais um encontro em oito anos de existência.

Lembrando que no sarau de abril tivemos o lançamento do livro ‘Do Campo Limpo ao Sintético; Poesia sem Miséria’ de Marco Pezão e Alai Diniz, pelo projeto Fomento à Cultura da Periferia da Prefeitura Municipal de São Paulo, um trabalho que reuniu crônicas, poesias, cenas breves, fotos e reportagens realizadas em 2017/18, em seis Clubes da Comunidade, da região sudoeste, além de recordações do futebol varzeano de Taboão da Serra. 

Somos saraueiros e incentivar a literatura, a leitura e sua oralidade é a nossa pegada. Passos de uma longa caminhada onde valorizamos a utilidade prática dessa ferramenta reinventada na periferia a partir de 2001. 

Cito como exemplo a nossa poeta Zanir D’ Oliveira, natural de Assunção, Paraguai, professora de Artes Cênicas, com pós-graduação na ECA-USP. Há cinco anos atrás descobriu o Sarau A Plenos Pulmões e se inscreveu para participar. Com rápidas palavras agradeceu a oportunidade e comentou que o poema a ser lido repousava havia vinte anos na gaveta. Do trêmulo papel seguro à mão, o sotaque a pautar as palavras e ali um novo roteiro começou a ser escrito.

Desde então, raríssimas vezes não esteve presente. Ganhou confiança. Sua poesia, corpo e alma. Fico feliz por seu apego e progresso. Zanir D’ Oliveira, no sábado, 01, conosco estará lançando seu terceiro livro – Imanências – que completa a trilogia antecedida por Reminiscências e Confidências. Ainda, seus poemas constam em cinco coletâneas.

Casa cheia no nosso último sarau. Mais de 30 poetas, vindos de todo quadrante paulistano, por lá desfilaram suas performances. Agradecemos a todos que, com suas presenças, fortalecem a nossa convivência cultural.

“Por todos os salários minguados. Por todas geladeiras compradas a prestação. Catchups apimentados! Liquidificadores de segunda mão:

Cremos na poesia. Cremos na poesia! ”

Microfone aberto. Apresentação de Marco Pezão e Alai Diniz.

Participe!

sexta-feira, 17 de maio de 2019

Pincelando a literatura fantástica de Ítalo Calvino no Clube de Leitura I Love Laje de maio

I LOVE LAJE NO FOMENTO À CULTURA DA PERIFERIA



O Clube de Leitura I Love Laje continua e no dia 18 houve o relato de uma obra fantástica Visconde partido ao meio (1952) de Ítalo Calvino (1923-1985). 
 Escrita sete anos após a II Guerra Mundial, a obra começa retratando uma guerra em que o Visconde Medardo di Terralba luta contra os turcos.
 O narrador é seu sobrinho visto que chama o visconde de "tio". 
Identificar a voz do enunciador do relato é um dos pivôs para entender uma obra. Observar como ela se inicia e como termina constitui outro dos pontos de atenção. Entretanto, ao comentar uma obra, o melhor é dar apenas algumas pistas para que isso possa incitar a leitura e não esgotar tantos elementos que o ouvinte perca o desejo de buscar na obra sua própria visão. 

Nas batalhas tudo pode suceder, então numa delas, o nobre acaba  solapado por um canhão, tendo seu corpo dividido em dois. 
Então, é assim que vamos adentrando no universo do fantástico.  Até mesmo com o neologismo que indica o nome do protagonista.

 Medardo (Me+dardo = dardo em mim) não morre.

Alegando uma dessas peripécias da ciência médica, reconstitui-se o corpo do Visconde  pela metade.

"Costuraram, adaptaram, amassaram:sabe-se lá o que fizeram...meu tio abriu o único olho, a meia-boca, dilatou a narina e respirou...
vivo e partido ao meio." (CALVINO, p. 21)

Sequelado, assim volta o nobre ao reino de Terralba. Tal qual um mutilado, esse infortúnio transforma o personagem, antes alegre e justo. Agora  está regido por outra lógica. A de viver só com o lado direito à vista.

Uma capa escura o envolve do lado esquerdo, marcando dali em diante uma carência física e psicológica. 

Padece Medardo de uma lacuna... E por isso quebra a asa da ave de seu pai; paga só a metade da viagem ao carregador da liteira; decepa as peras ao meio...

"Da guerra só havia retornado a metade malvada de Medardo." 

 Só a direita de seu corpo cobrava vida. E assim prosseguem os desmandos do poderoso. Açoitava os leprosos para um pântano.  Condenou à forca tanto bandidos como caçadores e guardas. Sua ama de leite, a Velha Sebastiana inventou um modo de a enviar a viver na floresta com leprosos... E por aí vai o Visconde cometendo atos inconcebíveis ao leitorona como a matemática, serve para estimular sua imaginação e, pela estética também à reflexão sobre a nossa sociedade, nosso tempo! 

Não há uma só interpretação de um romance, depende sobretudo do repertório de cada leitor e do que cada um busca na obra.  

Experimente lê-la e você vai ter uma ideia de como sua imaginação vai agir...

Na mesma reunião  de maio, houve também o comentário de Marco Pezão sobre a obra Terra Sonâmbula (1992) de Mia Couto, escritor de Moçambique.  Confira nos próximos dias a matéria aqui neste blog. 

Texto: Alai Diniz


  

quinta-feira, 2 de maio de 2019

De Malala à faxina étnica: temas do Clube de Leitura de abril


 Malala, infância e a faxina étnica


no Clube de Leitura I love Laje



No dia 13 de abril, mais uma vez, o Clube se reúne para dialogar sobre temas diversos dos livros lidos no mês de março.  

Para começo de conversa, tivemos a Joyce, que comentou o livro, "Eu sou Malala",(2013) escrito por Malala Yousafzai, com Christina Lamb.

Esta jovem paquistanesa, nascida em 1997,  defendeu o direito a educação e foi baleada pelo Talibã.

"A todas as garotas que enfrentaram a injustiça e foram silenciadas.
Juntas seremos ouvidas."
Malala Yousafzai.



Em seguida temos, Duda apresentando sua leitura sobre o livro "A infancia acabou"(1996).

 Renato Tapajos. nascido em 1943, Belém do Pará. Além de ser reconhecido pela obra "A infância acabou", ele também é cineasta e roterista, tendo dirigido mais de 30 filmes entre curtas e longas metragens.


Por último, porém não menos relevante, temos  Gabriela, discorrendo sobre o livro "Antologia- Círculo Palmarin", 10 anos de resistência" (2006)

Uma obra criada coletivamente, com base em saraus, sendo um registro de resistência cultural do movimento negro.

Compõem o livro 65 poetas, ativistas do Círculo Palmarino, parceiras(os) de luta.

Quanto ao termo, Faxina Étnica significa os diferentes modos de apagar uma etnia.

Nesta reuniao de abril, além dos depoimentos sobre as leituras tivemos também uma homenagem póstuma a poeta Tula Pilar Ferreira, tema da proxima matéria do blog.

Texto: Jennifer Rosa.

Imagens: Marco Pesão.

Edição: Alai Diniz e Najara J.

DO CAMPO LIMPO AO SINTÉTICO

POESIA SEM MISÉRIA

A VÁRZEA É ARTE

A VÁRZEA É VIDA

PARTICIPE!

Esse projeto foi contemplado pela 1ª edição do Programa de Fomento à Cultura da Periferia da cidade de São Paulo







terça-feira, 23 de abril de 2019

Tula Pilar vive! Lembrar é resistir!


Somos nós que matamos nossos mortos!

Lembrar é existir e resistir!

domingo, 21 de abril de 2019

Zé Gordinho: valeu a caminhada!

Amadeu, Beto Branco, Pardal, Leonel Pazini, Zé Gordinho e Ladir integravam a Associação Municipal de Esportes, primeiro campeão da Liga Taboão da Serra de Futebol, em 1966.

Falar do José Araújo, o Zé Gordinho, evoca lembranças da SE Alvi-Verde da Vila Sonia, onde compôs o timaço fundado pelo meu pai João Iadocicco, em 1957, e que durante dez anos percorreu a várzea paulistana, aos domingos pela manhã, velejando na carroceria de um caminhão.

Zé Gordinho jogava de médio volante numa época em que o dono da camisa 5 tinha que ser soberano no meio campo. Seja no desarme ou lançamentos de quarenta jardas, como se dizia. Cobrindo os laterais e fazendo a bola rolar na construção de jogadas. São poucos jogadores, hoje em dia, que ainda guardam essas propriedades da posição. 

Na foto o esquadrão do GR Martinica, de 1971. 

Em pé: Clodoaldo, Zicão, Maciel, Mané, Gilvan, Lori, Zé Gordinho, Gibie e Moacir.

Agachados: Simonal, Joarez, Pedrão, Dori, Rui, Paulinho, e Nelsão. 

Zé Gordinho com o mano Rubinho, no CDC Cleuza Bueno, em 2017.

O CDC Cleuza Bueno era seu lugar de frequente visita para rever os amigos e prestigiar nosso futebol varzeano. 

Zé Gordinho e Cai Cai, gerações diferentes, mas de mesma paixão. 

No CDC Martinica, com Manezão, Zé Gordinho construiu uma história de muitas amizades.


Embora ficássemos tempos sem nos ver, os nossos reencontros sempre foram marcados de carinho e consideração. 

Valeu a caminhada, Zé! Ao seu lado, ao longo de tantas jornadas em torno da bola desfrutamos de bons momentos. 

Zé Gordinho finalizou sua missão entre nós na madrugada do dia 9 de abril, terça-feira.   

Em recordá-lo, agora, estou a agradecer por ter compartilhado um pouco de sua intensa trajetória pelos campos da várzea.

sábado, 13 de abril de 2019

sexta-feira, 12 de abril de 2019

Clube de Leitura I Love Laje: Joyce Souza conta o que leu.



POESIA É ARTE 

DE QUEM NÃO TEM IDADE:

LEIA. ESCREVA. 

DÊ VOZ A UM POEMA!

terça-feira, 2 de abril de 2019

No I Love Laje: Mephisto, o injustiçado!

I LOVE LAJE NO FOMENTO À CULTURA DA PERIFERIA

Não duvidem! Há teatro de primeira linha na periferia! Aqui mesmo no Campo Limpo, a Lei de Fomento à Cultura da Periferia - 2018 possibilitou a circulação do Bando Trapos do Espaço Cultural CITA que, em parceria com o coletivo I LOVE LAJE, animou a noite de 15 de março de 2019, com uma performance sensacional da peça Mephisto, o injustiçado.

O embate entre as forças do Bem X Mal ronda a humanidade em diferentes culturas e a literatura como parte do imaginário teve em J. Wolfgang Goethe (1749- 1832), romancista alemão, a tragédia em versos Fausto, escrita em duas partes. Goethe tratou do conflito  entre Religião e Ciência através da ambiguidade interior do ser humano pelo pacto de um médico com Mefistófeles (Lúcifer) exaltando a angústia do século XIX e que, no Brasil, parece estar mais presente que nunca.  

Mephisto, filme de 1981, dirigido por Istvan Szabo, foi mais uma entre tantas versões desse mito que recriou o pacto com Lúcifer em um contexto moderno. A criação coletiva da Bando Trapos revisita o poder do protagonismo satânico em sua ambiguidade, na brilhante  atuação de Welton Silva, adequando seu discurso persuasivo ao nosso tempo. Ao aqui-e-agora, pleno de fake news, idiotia e tramoias. 
Méphis seduz espectadores e atrai para si um elenco periférico com  a promessa do sucesso. Inicia um teatro de percurso que da rua  entra para a livraria - o primeiro ambiente do Espaço I Love Laje, recriado como locus da metamorfose dos quatro saltimbancos em artistas. 

Conduzidos pela lábia de Méphis estimula a performance dos atores selecionados que se caracterizam aos poucos diante do público. Os espectadores vão sentindo os efeitos de personagens como Gero (Deco Morais); Flor (Cleia Varges); Mudo (Joka Andrade) e Mary Star(Ton Moura) criam em busca da fama. 

É a obstinação do discurso de Mephisto  que leva a todos ao primeiro território infernal  que retrata o prazer do alimento carnal  para nutrir o elenco em uma "santa ceia."  

Outro ambiente infernal vai destacando ao que vai sendo reduzido cada um dos abduzidos pela lógica mefistotélica. 

A fim de provar a injustiça que o condena a eternizar-se, Méphis rege a sutileza da arte na sinfonia dos cristais: momento sublime de entrega dos atores....  

Em busca do sagrado na arte e na dança dos corpos que seguem na  buscando de uns e outros e questionando a Deus.

Escravizados pelo desejo  obsessivo da presença do Messias a cena se revela potente. O que é real? 

O que é enigma? o que é teatro? Divino ou profano entre nós?

Tomados pela magia do espetáculo em sua  vetorização: da performance dos atores à iluminação, (Daniel Trevo) da sonoplastia ao  cenário e à produção (Nicoly Soares; Junior Matos e a Davi Damasceno e à direção que nos conquistou do começo ao fim. 

Se éramos pouco menos  de 20 no público... Quem atendeu ao apelo viveu o encantamento que a arte produz na alma. A periferia tem direito a ir da rotina que nos escraviza pra viver a liminaridade. Cada canto do I Love Laje foi criando vida à passagem desse vendaval deixado pelo CITA: Centro integrado de Artes. Parabéns ao Bando Trapos, à Dêssa Souza, antiga parceira a quem agradecemos. A periferia tem teatro a oferecer sim! Confiram!

Texto: Alai Diniz
Fotos e edição: Marco Pezão

DO CAMPO LIMPO AO SINTÉTICO

POESIA SEM MISÉRIA

A VÁRZEA É ARTE

A VÁRZEA É VIDA

PARTICIPE!

Esse projeto foi contemplado pela 1ª edição do Programa de Fomento à Cultura da Periferia da cidade de São Paulo

                             

quinta-feira, 28 de março de 2019

Lançamento do livro "Campo Limpo ao Sintético" reúne varzeanos da região

I LOVE LAJE NO FOMENTO À CULTURA DA PERIFERIA

Ao final de uma longa experiência  em seis Clubes da Comunidade (sobreviventes da expansão imobiliária) que representam, hoje, um dos poucos espaços de lazer na periferia do bairro, surge a obra Do Campo Limpo ao Sintético:Poesia sem miséria, fruto do projeto homônimo, compartilhado, no dia 23 de março, com muitos dos personagens que nela figuram como seus protagonistas. 

De boleiros históricos a poetas, de atrizes a capoeiristas, de novas integrantes do Clube de Leitura, acorreram ao I Love Laje aqueles que entendem como a "Poesia dá jogo e futebol dá poesia".É só a gente querer.

Porém, antes da euforia, cabe aqui nosso In memoriam a quem sonhou conosco no Grupo Semente (1973-75), contribuiu enviando suas lembranças, mas não pode ver essa obra parida. Caso de Adelson Roland, ponta direita no Martinica que honrou a camisa do Barranco. Sofria com a falta de ar nos anos 70 e nos tempos de hoje. Encantou-se no dia 11 de fevereiro de 2019. Ao Adelson e àqueles amigos que já se foram, nós, Marco Pezão e Alai Diniz, dedicamos este livro.

Narrar o que se vive entre o local e o global potencializa o diálogo e traz simultaneidade e comunicação. Sob um véu, o 'eu' das crônicas marcam:

 " O nóis pra nós
 é singular
o nóis pra nós
 o plural é pessoal "  

Meio século de futebol varzeano vai-se mesclando a uma trajetória de vida. O boleiro, filho do João Iadocicco, presidente do Alvi-Verde da Vila Sonia, relata existências pioneiras no Campo Limpo e dos pés seu chute criou o desejo de ouvir estrelas.

Aproveitando a imagem de Adilson CITELLI, Professor da ECA-USP em seu prefácio, será que a noite de lançamento conseguiu sintetizar como no livro uma "Polifonia Periférica"? 

A exposição no I Love Laje criava in loco, transformou-se numa galeria de arte e diferentes fotos históricas exemplificavam visualmente a própria estrutura da obra.

As genealogias do futebol de várzea. Ali, em imagens uma gama desses personagens e adentrando, em carne e osso, muitos que vieram pra prestigiar, para lembrar um papel, um ser querido, um jogo... 

Personagens de times históricos como André do histórico Canto do Rio, o time expulso do Parque do Povo. Ou  Boia, Julinho e Chicão do Alvi-Verde da Vila Sonia.

No capítulo 2 as histórias dos clubes da comunidade com imagens emolduradas em lances ou na presença de  Joe do CDC Cleuza Bueno; de Trinta do J. Rebouças ou de Porquinho do Titânico e o craque Morota. 

Ao lado do Videira, as veteranas do handebol no SAPY materializadas por Sonia e Tita, assim como na foto colorida do troféu de campeãs de handebol nos Jogos da cidade de 2011. Graças a essas guerreiras o CDC do Parque Ipê converteu-se em principal referência democrática na questão de gênero no bairro do Campo Limpo.

As fronteiras da cidade rompem barreiras tanto no futebol de várzea como na vida de Marco Pezão em sua passagem como repórter fotográfico em Taboão da Serra e na galeria de fotos, assim como no livro e ao vivo tivemos entre nós a nata do Jd. Roberto com Toninho, Cido Matias e Zitinho.

E as imagens do Capítulo 3? O percurso da arte na literatura da periferia é a vereda mais recente que se apresenta visível a duras custas e só ganha destaque  a partir do movimento dos saraus em 2001.

Entretanto, poucos foram os poetas que do pé à cabeça vieram pra  ouvir, ou ler a simbiose de vozes que propõe na periferia que o campo da arte se estenda à arte no  campo. 

No projeto, no livro e na galeria tentamos abrir janelas de par em par, mas a utopia por enquanto é uma semente que espalhamos...

Agora os leitores dirão no futuro o que ficou dessa ação. CONFIRAM!   

Sem esquecer daqueles que lutaram para tornar possível a Lei de Fomento à Cultura da Periferia, a dupla recordou em seus agradecimentos.

Os livros foram distribuídos gratuitamente a todos que prestigiaram o evento.  


Texto: Alai Diniz

Fotos: Bispoeta, Chiquinho, Trinta e Ryam

Edição: Marco Pezão

DO CAMPO LIMPO AO SINTÉTICO

POESIA SEM MISÉRIA

A VÁRZEA É ARTE

A VÁRZEA É VIDA

PARTICIPE!

Esse projeto foi contemplado pela 1ª edição do Programa de Fomento à Cultura da Periferia da cidade de São Paulo