segunda-feira, 7 de setembro de 2009

O milagre do copo

Quanto mais penso, em dúvida maior fico. Será que sou um, dois em um, ou quantos na cabeça do pensar tomam parte?

Vai vendo. Eu repasso ideia pra carne não dormir. Que verdade se pode contar, que fantasia pode fluir?

- Ô motorista, abaixa o som! Eu quero ouvir a conversa, méééé!!!

- A viagem é longa, narrador de boa memória. Desfia tua história.

- Muuugi, boi, muuugi, boi...

- Cócorocó...

Em campo, na Vila Iasi, tarde de domingo ensolarado, as equipes do São Francisco e Bangu disputam uma vaga nas quartas de finais do concorrido campeonato de Taboão da Serra.

Lamentavelmente desfalcados, os times foram pro jogo sabendo que o empate mataria ambos abraçados.


Os torcedores divididos em distintos blocos alçam suas bandeiras e espalham olhares ansiosos por todo alambrado.


Roquinho, franciscano fiel, de coração corintiano, abandonou o prazer de ir aos grandes estádios, porém, mantém sua paixão pelo futebol varzeano. Compulsivo, não consegue ficar parado a um canto.


O confronto está duro de assistir. A bola, mordida e mascada, não chega aos atacantes. Roquinho coça a cabeça e se aproxima do boteco do Ebrinho:


- Ai, ai, ai, ai, ai: assim não vai, mas eu vou. Ebrinho! Põe aquela que matou o guarda, benta água pra aliviar a tensão. Quebra gelo da minha cerveja. Vê lá!

- Pura ou com limão?

- Cristalina.

Um copo em cada mão, e olho no jogo. Roquinho anuncia:

- O primeiro gole é do santo. Vai São Francisco!!!

Dá uma bicada. Em seguida outra. Pensamento firma e atento à jogada acompanha o meia Mauricio invadir a área, pela direita, pra arrematar no barbante:

– Gooool!!!

Roquinho, braços erguidos, agradece:

- Santa benzida, meu Deus. É gol! O meu santo não falha!

A vitória parcial de 1 a 0 motiva a peleja. O Bangu se lança ao ataque. O São Francisco recua. As divididas trincam mais fortes e irrita o torcedor:

– Esqueceu o cartão em casa? Juiz filho de uma quenga!

Malandramente, o árbitro controla o clima e encerra a etapa inicial.

- Quantos procriadores de gente lotam o ambiente? Não há pasto que chegue.

- Abre a janela pra ventilar a gripe suína, mééééé...

- Boi, segue sua prosa que a bola volta a rolar.

- Muuugi, boi. Muuugi, boi.

Roquinho está inquieto. O resultado mínimo o deixa aflito. Toma lugar ao balcão e pede:

- Ebrinho! Põe mais uma, no capricho!

Segue o ritual, benze o santo. E, ao inchar as bochechas, antes de engolir, teve as pupilas arregaladas diante do chute certeiro, no canto esquerdo, desferido pelo baixinho Lira.

Goool de empate, 1 a 1, vibra a torcida do Bangu.

- Não! Não! Não! Assim, não! Dá mais uma, Ebrinho, que o santo não entendeu! É pro lado de lá, meu santinho!

E tome Bangu! Forçando no ataque, buscando a virada. E tome a “marvada” goela abaixo, quando a bola em lançamento encontra o avante Ferreira, livre de marcação, frente ao goleiro são franciscano, em prenúncio fatal de gol:

- Meu santo, ficou bêbado, é? Entorta o pé do homem, entorta o pé do homem!

Com efeito, o chute saiu com defeito e pra linha de fundo a chance de gol é desperdiçada:

- Ô, meu Chico, fica são! Que susto! Ô santo milagroso, tá no fim do jogo e o empate nada adianta. Marca um gol pra mim que ao invés de um, eu te dou dois golinhos.

Bendita negociata! Rogério se antecipa à zaga e na saída do goleiro bate por cobertura. Arrepiante, a bola em declive descreve chuá na rede. Roquinho dobra os joelhos e no peito inflado desfere socos.

O grito ensandecido de gol fez saltar a artéria do pescoço, e apontando o dedo indicador para o céu profere vibrantes palavras:

- Nosso cavalo não é manco! São Francisco, porreta!

Rojões e abraços, o azul celeste celebra a classificação na vitória em 2 a 1.

Sapiência, dívida com santo se paga! A talagada escorre pela parede e causa indignação alheia:

- Que desperdício é esse? Tá cheio? Dá pra mim que eu tomo!

Mirando o nada, Roquinho engole o restante. Sozinho, caminha na algazarra formada ao longo do portão de saída.

O seu rosto estampa sorriso de quem sabe os mistérios. Com cerveja, leva a certeza que o milagre do copo acabara de ser concebido.

No após, enquanto no Jd Leme o povo se dispersou. No Pirajussara, invadindo a noite, o churrasco de costela, parte de um pernil de carneiro e asas de frango, ardem vitória no carvão...

- Mééééé!

- Cocorocó!

- Muuuuugi, boi..

Marco Pezão

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Cantando o amanhecer

Em sermos discriminados, nós fumantes apreciadores de um boteco. Na mesa, do lado de fora do bar do Neto, conversamos. Eu, Valentim e o Rogerio. Conversa vai, o trago vem. O celular do Valentim toca. O soar é de um galo cantando. Então, pra eles, relembro a crônica publicada na Gazeta do Taboão:

Cantando o amanhecer

Na sexta feira, minha mulher, florista, fazia os arranjos costumeiros. Cortava o cabo das rosas, em diagonal, para se hidratarem melhor.

A garagem transformada em floricultura abriga longo cotidiano, tempo fecundo de nossa relação. Não tanto economicamente, e, sim, por respeito e amor às atitudes adquiridas no convívio.


Na mesma calçada, a Cimecan, distribuidora de cimento, é relação de amizade sempre próspera.

Luiz, empregado de boa relação na vizinhança, chega ao nosso comércio tendo sob o braço um jovem galo:


- Dona Otília, um amigo, caminhoneiro, trouxe do interior e me deu de presente. Levei pra casa, mas, a senhora sabe, a dona Onça, quando viu o bicho aqui, ficou fula. Ela exigiu que eu o jogasse na rua. Então, estou trazendo pra ver se a senhora quer fazer proveito.


Não precisou falar duas vezes. Com o sorriso costumeiro abraçou o galeto e agradeceu. O levou pro quartinho que há no fundo de casa, pensando, claro, como boa cozinheira que é, em fazer uma panelada pro almoço domingueiro.


Quando cheguei à noite me fez saber a novidade. O penoso vermelho estava num canto, de crista empinada, receoso, talvez, quanto ao seu destino já traçado.


Na manhã de sábado acordei cedo e coava o café, como de costume. Surpreso fiquei ao ouvir o galo cantar, assim que o clarão do dia começou a surgir.

O bairro é totalmente urbanizado e há muitos anos que ninguém cria galinhas ou tenha um galo no quintal.


O trabalho me leva longe de casa todos os finais de semana. E o domingo já estendia a malha da tarde quando cheguei pro almoço.

Olhei a água fervente à espera do macarrão. E, noutra panela, o molho recheado de bracholas. Minha mulher estava sentada junto à mesa e antes que dissesse palavra, perguntei:

- O prato não é o galo?


Apontando a cachorra que ao meu lado abanava o rabo, bradou:


- Você não sabe o que a Mila aprontou? Fui ver o galo e deixei a porta um pouco aberta. Essa sem vergonha passou entre minhas pernas e avançou no coitado. O galo tomou um susto e voou sobre minha cabeça. Ela correndo, eu atrás, e ele com medo fugiu pra laje. De lá foi pra casa do “seo” Severino, depois pro telhado do “seo” Nelson, passou pela casa do sapateiro e se empoleirou no muro da Belíssima.


E, arrematou, ameaçando a cadela:

- Fora daqui, Mila! Se você entrar na cozinha, eu vou te dar uma surra, sua enxerida!

Subi na laje e não dava para avistar o fugitivo. Otília continuou:

- Fui lá no ”seo” Juan, o muro é muito alto. Pus milho no chão, agora é esperar ele descer na hora que der fome. Coitado do Pavaroti, vai passar a noite no relento.


- Pavaroti?


- É, apelidei o galo de Pavaroti. Ele canta tão bem.


A Belíssima, eu explico, é um
night club. Casa de muitas mulheres, drinques, coisa e tal. Fiz a piada. O galo Pavaroti, de bobo não tem nada. Ele foi se empoleirar no terreiro onde estão quem? Ora, as “galinhas”...

Otília nem sorriu e franzindo a testa, sapecou:

- Só falta você dizer que vai caçar o galo, hoje à noite, na Belíssima?


Veio a manhã de segunda feira, 9 de julho, e o cantar do Pavaroti indicava que ele não havia ido parar em panela alheia.

Fizemos uma busca frente ao local e o imperioso continuava sobre o muro.


Dona Nilza, uma das vizinhas, comentou:

- Vocês ouviram? Hoje acordei com um galo cantando. Me lembrei do sítio de papai.


- É o Pavaroti, respondia Otília a todos que notaram a presença do raro cantador.

Passado umas horas, decidi com meu afilhado:

- Vamos a caça, senão adeus galo.


Entramos no quintal da Belíssima graças ao faxineiro que lá trabalha. Explicamos a situação e encontramos o Pavaroti empoleirado no galho da enorme mangueira.


Ágil e armado de um cabo de vassoura, o menino Feliz escalou e ganhou altura para cutucar o penoso arredio, que bateu asas pro meio da estrada do Campo Limpo.


Entre os carros que passavam, armamos uma correria só. Fomos atrás dele, estrada acima e abaixo, sob risos daqueles que viam a insólita perseguição.


E, se juntaram a nós, o moço da auto-escola, a Otília, dona Nilza, gente que circulava, até a Celeste, que faz jogo do bicho, já tinha o palpite certeiro:

- Vai dar galo na cabeça!


Por fim, cansado, o Pavaroti se enfiou num pequeno jardim, repleto de coroas de cristo, em frente a casa da dona Arminda. Cercado, tentei pegar a presa, com cuidado, para não me ferir nos espinhos e uma possível bicada.


Ai! Que força demonstrou o galo. Num arremedo voltou a voar, atravessou a estrada e pousou na entrada da nossa floricultura. Ficamos todos em silêncio para não assustá-lo. Fervorosa, Otília pediu:

- São Salonguinho! Faz ele entrar que eu dou três pulinhos!


Não sei se foi o santo ou as plantas, como possível refúgio. Ele entrou e abaixamos a porta para não sermos surpreendidos.

Otília tratou de pegá-lo e rapidamente cortou suas asas, enquanto eu amarrava uma fita aos seus pés.


- Ufa!

O galo Pavaroti tornou-se atração naquele feriado. Alguns já o viam fervendo num caldo com batatas.


- Vamos matá-lo, agora? Como? Destroncar o pescoço? Mas, ele canta tão bonitinho!


Em face do ocorrido, rimos, e louvado sentimento ditou a sentença:


- De tanto lutar pela liberdade, o Pavaroti merece viver.


E assim, na redondeza, o amanhecer ganhou mais vida na voz do intrépido cantor!


- Cocorocó!

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Começa o 5º Campeonato Indeca Show de Futebol Society

Quadra do clube Nosso Canto, da Indeca Indústria e Comércio de Cacau Ltda, onde rola a bola social...

Teve início domingo, 30, o 5º Campeonato Indeca Show de Futebol Society, em Embu das Artes, no clube Nosso Canto.

Distribuídas 6 em chaves, 24 equipes formam a primeira fase da competição. As disputas, dentro de cada chave, classificam os dois melhores colocados.

As rodadas acontecem a cada 15 dias e o encerramento do evento está previsto para novembro.

Composição das chaves

Chave A: Kikiki, Bagaceira, Escolinha e Atlético Engex

Chave B: Martelinho, Ótica Medonça, Gol de Placa e Cabelo Duro

Chave C: Big Preço, Fácrica de Idéias, Franco Contabilidade e Unidos 7 Estrelas

Chave D: Sincoplastic, Sansuy, Treze Paulista e Arranca Toco

Chave E: Indeca Sport Show, Serpal, GDR e Animais da Bola

Chave F: Remo, Farmais, Gráfica Cladi e Cachaça

Resultados da 1ª Rodada

A Escolinha do Indeca Show se deu bem no primeiro teste e venceu o Atlético Engex por 3 a 2...

Chave A:
Kikiki 4 x 2 Bagaceira
Escolinha Indeca Show 3 x 2 Atlético Engex

Chave B:
Gol de Placa 7 x 2 Cabelo Duro
Martelinho 3 x 3 Ótica Mendonça

Chave C:
Big Preço 13 x 0 Fábrica de Idéias
Franco Contabilidade 10 x 2 Unidos 7 Estrelas

O Atlético Engex não suportou a pressão e caiu diante dos moleques da Indeca Show...

O campeão Kikiki estreia com vitória: 4 a 2

A equipe do Kikiki, campeão de 2008, em busca do bi...

A chave A abriu a primeira rodada do 5º Campeonato Indeca Show de Futebol Society. Em quadra, o detentor do último título Kikiki enfrentando o Bagaceira.

O time orientado pelo técnico Ronaldo não encontrou dificuldades e ao final do 1º tempo o placar registrava 3 a 0. O Kikiki marcou com Kleber Brandão, Silon e Nando.

Na segunda etapa, o Kikiki continuou dominando e Silon fez 4 a 0.

Do acomodamento do Kikiki se aproveitou o Bagaceira. Leo e Anderson descontaram, 4 a 2, mas a reação ficou por aí.

Equipes

Kikiki
Sando, Diego, Carlei, Nando, Renato, Cleber, Igor, Kleber Brandão, Jefferson, Silon e Paulo
Técnico: Ronaldo

Bagaceira
Léo, Edson, Djavam, Carlos, Gilberto, Anderson, Rocha, Leandro e Adenilton
Técnico: Izael

O Bagaceira amargou o revés e tem que correr atrás pra livrar o prejuízo...

Kleber Brandão assinalou o primeiro gol do Kikiki, abrindo a temporada society no Embu das Artes...

Silon fez o 2º e 4º gol do Kikiki...

Nando, autor do 3º tento, e o goleiro Sandro. Kikiki está focado...

O placar eletrônico registrava 3 a 0 pro Kikiki, ao final do 1º tempo...

Léo e Anderson diminuiram a diferença na derrota do Bagaceira por 4 a 2...

Trindade, idealizador da competição e técnico do Indeca Show, entre os árbitros Sidnei Balbino e Silvio Rogerio...

Trindade fala com propriedade sobre o cacau, matéria prima do chocolate, produzida pela Indeca. Na assistência, o editor do jornal SP Imprensa, Mohamede...

Troféu conquistado pela Indeca Show, campeão de 2007...

Entrada da sede do Clube Nosso Canto, o pequeno lago é um aquário...

Que na parte interna veem-se as coloridas carpas...

Aos pescadores de plantão, essas não são permitidas...

As carpas alegram o visual...

O lago e o barco ancorado. Vara de pescar e o maior relex...

Em meio a mata Atlântica, o Clube Nosso Canto é puro lazer...

Vista aérea da quadra de socyety onde acontece o 5º Campeonato Indeca Show de Futebol Society

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Tudo acaba em pizza

Noite de quinta feira, 27, nós, assíduos frequentadores do Bar do Neto, felicitamos a chegada do novo vizinho, a Pizzaria Monte Carlo. Estamos na estrada do Campo Limpo, sudoeste da capital paulista...

A história da pizza começa na mistura de farinha e água, seis mil anos antes de Cristo, por egípcios, gregos, fenícios e babilônios, na produção do chamado pão de Abraão, assados em pedras quentes.
No bar do Neto, recém saída do forno, o Alemão consola o Xiko:
Não fique triste santista, seu time não vai pra 2ª divisão. Pra te alegrar vamos comer um pedaço de pizza...

A idéia chegou ao porto de Nápoles, na Itália, ainda antes de Cezar. Ali passou a ser incrementada até chegar a forma que hoje a conhecemos.
O bom gourmet Odair está pronto para saborear a iguaria, mas tem o porcolino Alemão atrás, à espreita, que, depois de comer a dele, já está de olho na pizza do companheiro...

Na antiga, somente as ervas regionais e o azeite de oliva eram os ingredientes típicos da pizza. Os italianos acrescentaram o tomate, descoberto na América e levados à Europa pelos conquistadores espanhóis. Nessa época servia-se a pizza dobrada ao meio, como um calzone...
Saindo fora do Alemão, o tricolor Odair recebe a companhia do corinthiano Dr Henrique, que, de cardápio na mão, vai na Monte Carlo buscar a sua...

Se tudo acaba em pizza, o início, porém, é celebrado com churrasco; oferecido pelo proprietário Carlos aos amigos e familiares...

O churrasco tem sua origem nos pampas do sul brasileiro e assim como a pizza serve como estímulo a aproximação das pessoas, e aos acordos...

E o termo - Tudo acaba em pizza - surgiu em São Paulo, onde se concentra o maior número de consumidores do país. A expressão homenageia principalmente a classe política, que, em meio a processos que envolvem ações de ética ou legalidade duvidosa, acusados e acusadores sentam-se à mesa e degustam o sabor de acordo comum, penalizando, por vezes, algum envolvido de menor importância.
Mas, aqui, em pleno acordo ao tratamento recebido, a partir da esquerda: Adauto, Lima, Odair, Carlos, Valentim e Fátima, na recém inaugurada pizzaria, no Campo Limpo...

O nome "picea" surgiu em Nápoles, no início do milênio passado, e indicava um disco assado com ingredientes em cima. A pizza era alimento dos humildes no sul da Itália.
Esta é a cozinha da Pizzaria Monte Carlo. O forno elétrico substitui a lenha. E, de diferente, a massa da pizza não leva fermento, assim como em sua origem...

A pizza chegou ao Brasil através dos imigrantes italianos. E foi no Brás, bairro paulistano, onde concentrava-se a colônia italiana que foram comercializadas as primeiras pizzas em território nacional, nas cantinas de Geraldo Sessa Junior e Dom Carmenielo...

O Dia da Pizza, 10 de julho, é comemorado desde 1985, em São Paulo. Na ocasião, um concurso elegeu as dez melhores receitas de pizzas marguerita e mussarela.
No flash, a moderna recepção da Pizzaria Monte Carlo. Sinta-se em casa, o serviço é delivery...

Seguindo a tradição italiana, as coberturas de mussarela e aliche (anchovas) eram as mais presentes. Devido a variedade de novos ingredientes, a criatividade brasileira elaborou um cardápio bem diverso.
No estilo de Dom Corleoni, o olhar do palestrino Lima...

Na parte do bar do Neto, o ultra santista, internacionalista, cruzeirense e polêmico, Gilberto, aplicando um abraço fraternal em Claudia, numa pausa maxilar...

Conta-se que Dom Rafaelle Espósito foi o primeiro pizzaiolo da história, proprietário de uma famosa pizzaria de Nápole, a Pietro il Pizzaiolo.
Don Rafaelle ficou famoso a partir do verão de 1889, quando produziu uma nova especialidade aos soberanos Rei Humberto I e rainha Margherita de Sabóia, em visita a cidade, no palácio Capodimonte...
Em nosso meio, Carlos e a esposa Francisca, Otília, de sorriso em flor, e Valentim...

E o Dom Rafaelle, para homenagear a rainha Margherita, resolveu fazer uma pizza com as cores, branco, vermelho e verde, da bandeira italiana, com os ingredientes: mussarela, tomates e manjericão.
A soberana adorou a novidade e, então, batizada a pizza, a marguerita se conserva entre as preferidas do público consumidor.
O corithiano Capoeira, Lima, Claudia, Mohamede e Luciano votaram sim à oferenda servida...

Em momento descontraído, no balcão do bar do Neto, como não podia deixar de ser, discutia-se futebol. A proporção de corinthianos deu quatro por um...

Otília, corinthiana, companheira desse cronista palmeirense, e a amiga Fátima, esposa do Valetim, na estreia da Pizzaria Monte Carlo...

Lá e cá, Neto e Carlos. O bar e a pizzaria, lado a lado...

Saúde! Valentim e o parceiro Adaulto...

Descontração. Esse é o ambiente almejado no convívio...

Massa sem fermento. Ingredientes de qualidade. E, diferentemente dos políticos, aqui, o conchavo é com a pizza Monte Carlo. Saborosa! Todos os dias a partir das 18horas. Experimente, é só ligar.
E, finalizando, de água na boca, nós, como bons comilões, reafirmamos: sejam bem vindos ao nosso bairro...

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Indeca Show é campeão da 4ª Copa Gol de Placa

O Indeca Show, de Embu das Artes, é o novo campeão de futebol society

Bola rolando na quadra de futebol society AD São Caetano, em frente ao Shopping Taboão, tarde de domingo, 2 de agosto.

É a decisão da 4ª Copa Gol de Placa, competição organizada pelo desportista Diassis e que reuniu 12 equipes.

Fruto das edições anteriores, a galeria de campeões conta: Joga Bonito (2006), Gol de Placa (2007), Gol de Placa (2008) e, agora, Indeca Show (2009).

O grande desafio do Indeca Show era parar o bicampeão Gol de Placa, preste a colher novo triunfo.

Invicto no torneio, o Indeca Show tratou de pressionar o adversário. Jogo tenso e denso. Buiu aproveita a brecha e faz 1 a 0.

Não deu tempo pro Indeca crescer. A resposta do Gol de Placa veio rápida e Rafael empata a peleja: 1 a 1.


Antes de terminar o 1º tempo, o passo pra conquista. Isaias põe o Indeco Show na frente: 2 a 1

Na 2ª etapa o equilíbrio predominou. Na grama sintética o futebol society é ágil. As substituições de jogadores são constantes. A bola está sempre mastigada, e os goleiros têm maior trabalho.

Embora a busca, nada de gols. O resultado de 2 a 1 se manteve a custa da determinação do Indeca Show que soube anular as principais jogadas do Gol de Placa.

O Indeca Show arrebatou o título de forma invicta. Conquistou 6 vitórias e 1 empate. Marcou 31 gols pró e sofreu 13.

O vice campeão Gol de Placa fechou a temporada com 3 vitórias, 3 derrotas e 1 empate. Fez 46 gols a favor e levou 27.

Foram premiados, o artilheiro Gian, do Gol de Placa, com 13 gols. E o goleiro Wilson, do Indeca Show, o menos vazado, também com 13 gols.

Na disputa do troféu de 3º colocado, Kikiki e Remo registraram o empate de 6 a 6. Nos pênaltis, o Kikiki levou a melhor e venceu por 3 a 2.

Fim de mais um episódio desta jornada esportiva que vai se tornando tradição. Quadra lotada e a torcida saudou o novo campeão com o doce brado: É show, é show, Indeca é chocolate!

Equipes

Indeca Show
Wilson, Igor, Adalberto, Caio, Daniel, Serginho, Jorge, Thiago, Eduardo, Isaias, Vitor, Buiu e Carlos Alberto.
Técnico – Trindade

Gol de Placa
Rodrigo, Abobrinha, Nego, Luciano, Rafael, Gian, Fran, Léo, João Paulo, Daniel, Kiko, Robão, Valmir e Diego.
Técnico - Diassis

Arbitragem
Zé Luiz e Orlando

Campanhas

Indeca Show

1ª Fase
7 x 1 Os Bamby
6 x 3 Sansuy
2 x 0 Albrás (WO)

2ª Fase
5 x 2 Liverpool
2 x 0 Liverpool (WO)

Semi Final
3 x 3 Kikiki
(O Indeca venceu nos penais por 4 x 3)

Final
2 x 1 Gol de Placa

Gol de Placa

1ª Fase
05 X 07 Indiano
15 X 01 SOS Máquinas
05 X 08 Liverpool

2ª fase
03 X 03 Indiano
11 X 02 Indiano

Semi Final
06 X 04 Remo

Final
01 X 02 Indeca Show

Vice campeão, o Gol de Placa adia sonho do tricampeonato para o ano que vem...

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Destaques Indeca e Gol de Placa

Hora do hino nacional brasileiro. O Indeca Show, de Embu das Artes, perfilado pra decidir...

Decisão que conta com adversário de respeito, o Gol de Placa. Bicampeão da Copa que leva o nome do time, já em sua 4ª edição...

O futebol society ou futebol 7 é uma modalidade genuinamente brasileira...

Criada por Milton Mattani, o jogo do 7 começou a ser difundido no Rio Grande do Sul, por volta de 1960. Em São Paulo, o primeiro campo ou quadra foi feito na Água Funda, com grama sintética importada da Holanda...

Hoje, o futebol society, que quer dizer futebol social, é jogado no mundo todo.
Os árbitros Zé Luiz e Orlando ladeiam os capitães Wilson, do Indeca, e Luciano, do Gol de Placa, antes do início do confronto final...

Bola rolando na quadra do AD São Caetano, Taboão da Serra, Serginho, do Indeca, aparece no foco...

Abobrinha, do Gol de Placa, velho conhecido desse retrateiro...

Torcida posicionada ao fundo do gol. O goleiro Wilson voa para desviar...

Jogo tenso e denso. Buiu achou uma brecha e pôs o Indeca Show na vantagem, 1 a 0

O Gol de Placa não sentiu o golpe e passou a pressionar...

A resposta veio rápida. De um chute cruzado, Rafael deixa tudo igual, 1 a 1...

A esquerda, o autor do gol Rafael. Ao fundo, Caio, invocado, vai repor a bola em jogo...

Em todo esporte a galera é fundamental. A banda do Indeca fez a maior chacrinha...

Eis o Caio que é craque do salonismo de Taboão e já defendeu as principais equipes do futsal paulista...

O Indeca se fez pressão...

O goleiro sofre. Toda hora é bucha quente, né Rodrigo...

Tendo espaço, é pimba na gorduchinha...

Opa! Não fiz nada, acena Abobrinha. Mas, pela expressão do Caio, doeu...

A pegada das equipes foi intensa...

Mais uma vez o perigo passou perto do goleiro Rodrigo. Lá atrás, o técnico Diassis, do Gol de Placa, fez até figa...

A pausa não foi pra descanso. Caça e caçador foram pro chão...

O Indeca insistiu em busca de novo gol...

E coube ao Isaias protagonizar, ainda no 1º tempo, aquele que seria o gol do título...

Bola na malha da gaiola, 2 a 1, sem chance pro Rodrigo...

Aí a vibração. Aberto o caminho da conquista...

O batuque do Indeca ganhou entusiasmo...

E o técnico Diassis ganhou preocupação...

Segura essa perna...

Fim da etapa inicial. O técnico Trindade, do Indeca, dá um pique...

Em tomar o fôlego e discutir a estratégia pro tempo derradeiro...

O técnico Diassis e os jogadores do Gol de Placa acertam detalhes...

Recomeça a busca pelo título 2009. A dança dos passos pra impedir os passes continuou autêntica...

O tricampeonato estava ameaçado..

Valmir e Serginho na disputa do lance...

Lance em lance disputado com fervor...

Em manter a vantagem, se empenhou o Indeca, do Serginho...

A perseguida está nos pés de Valmir, Caio no combate...

Serginho, de olho no alvo, na cobrança de falta...

Será que o Caio estava com desodorante vencido?...

O Indeca procura matar a partida...

O Gol de Placa quer desfazer o prejuízo e Abobrinha vai de bola parada...

O guardião Wilsom se estica todo pra despachar o ameaço...

O Indeca tratou de segurar a bola e ganhar tempo...

Embora a luta, o artilheiro Gian, dessa vez passou em branco...

E o invicto Indeca Show fez a festa de campeão...