segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Festa do Chopp no CDC Martinica

Quinta-feira, 20 de novembro, Dia da Consciência Negra, no CDC Martinica rolou a festa do chope.

Aproveitando o evento, a convite do Moacir Bondezzan e Cipó, fiz o lançamento do meu livro de poemas, Nóis é ponte e atravessa qualquer rio.

Lids Ramos, amiga, guerreira, e o sambista maior Claudio Febem.

Aproveitando o ensejo, porque não reviver a história do GR Martinica, gloriosa na zona sul e várzea paulistana?

E através das fotos contamos um capítulo especial, a participação martiniquense no Desafio ao Galo, de 1974.

O espírito colaborativo vingou. Das quase trezentas imagens recolhidas, reproduzimos 64. Cada qual com sua legenda, relembramos fatos, torcida, jogadores, times de várias gerações em 44 anos de fundação.

Dadá, centroavante inserido no contexto, e o filho Ricardo.

 Botafogo, da Vila Pazini: Vadão, Botinha e Tio Carlinhos.

Tudo foi feito na base do improviso. Pela manhã do dia estávamos amarrando e pregando madeirite. Ivo, Chiquinho, França, no maior apoio. 

E valeu a pena. as pessoas circularam, curtiram, se reconheceram. 

Marcio, do Masters Intercap, e família.

Rapaziada equilibrada na caneca cheia.

De bombeta branca, o Batata, e amigos.

Quisera minha poesia fosse lida...

O tanto quanto sou requisitado pra clicar a foto.

O campeão Masters de Taboão da Serra, o Jd Clementino, presente!

Em nos reunirmos mais vezes fica o gosto.

O CDC Martinica tem por objetivo a convivência.

Esposa, filho e nora, do saudoso Bispo, que vinha do Rio Pequeno prestigiar nossas domingueiras.

Chiquinho Romario deixou sua marca como centroavante, e construiu uma família bonita.

Kennya e Alex Barcellos, do Narra Várzea, no prestígio.

Chiquinho, maior força. Comprometido com a causa varzeana.

Convidado pra cantar. Claudio Febem é o cara do samba de raiz, na periferia.

De repórter, poeta, me tornei colunista social.

Animada festa .

Noite criança.

 Clicando carinho, é bom.

Lids, Dadá, Marco Pezão, e o Rafael, com meu livro.

Ainda há ouvidos para poesia. Insisto sempre.

Vital, dir, a pequena Maria Fernanda, filha da Valquiria, homenageada na exposição.

To aí fotografado ao lado do poeta Akins Kinte, reencontrando Nivaldo Mohamede.

Akins Kinte, Kennya, Lids Ramos e Kolombe.

O iniciador da história do GR Martinica, Moacir, e o atual presidente Jorge Cipó. Agachado, Claudinho.

Chiquinho envolvido em abraço.

Seguimos, Vital, Carol...

 O derradeiro gole.

As meninas no selfie...

E a despedida.

Até à próxima, GR Martinica!

Agradecimentos à todos que colaboraram com a exposição das fotos:

Moacir Bondezzan, Jorge Cipó, Cidico, Ksuco, Chiquinho, Manezão, Ivo, Douglas e Mazagão.

sábado, 22 de novembro de 2014

Narra Várzea no ar: Ponte Preta 1 a 0.

Festival Do lado de Cá, no CDC São Luiz, nesta tarde, sábado, 22. 

Na abertura, Ponte Preta, do Jd Leme, versus Mangue, da Vila Madalena.

Narra Várzea presente. Alex Barcellos no comando do microfone. 

Em jogada de Tomas, pela direita, nasceu o cruzamento.

Mateus, esq, vindo do banco de reservas, no final da 2ª etapa, em sua primeira participação...

Antecipou o zagueiro e, de cabeça, fez o desvio da bola. Certeiro.

Golllllllllaço!!!

Mateus, 19, estendidos braços, comemora.

E recebe o abraço da rapaziada.

Narra Várzea; um jeito diferente de contar e cantar o futebol na periferia.

A 5ª Copa Verão Masters 45 vem aí!

Masters Jd Clementino Campeão da 4ª Copa Verão, em 2013
Estão abertas as inscrições visando a 5ª Copa Verão Masters 45, da Liga Taboanense de Futebol, com início previsto para 18 de janeiro de 2015.

A organização prevê a participação de 20 equipes. 

E, como nos anos anteriores, teremos uma competição intermunicipal, já que são esperados times de Taboão da Serra, Embu das Artes, e São Paulo.

Os contatos devem ser feitos com o Dondon da Liga, pelos fones 4685-6390 ou 7762-1920.

O Palestra, do entusiasta Tobinha, tem presença garantida.
Na galeria dos campeões da Copa Verão estão: 

2008 - Portuguesa da Vila da Belezas 
2009 - Portuguesa da Vila da Belezas
2012 - GR Martinica
2013 - Masters Jd Clementino

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Memorial da Várzea

Nesta quinta-feira, 20, Dia da Consciência Negra, no CDC Martinica, Festa do Chopp, a partir das 18h.

Em exposição, fotos e histórias do outrora Furacão da Zona Sul.

O Galo da Várzea, de 1974. E muito mais.

Tem show da Musicália e Soul Music. 

Lançamento do livro 'Nóis é ponte e atravessa qualquer rio', de Marco Pezão.

To lá declamando, Solano Trindade, eu, num campo que tem tudo a ver comigo.

Minha segunda e derradeira criação. Campo Limpo/Taboão.

A várzea não tem cor.

Falta é atitude.

Há os que trabalham. E os que clamam por recursos, culturalmente falando.

Eu sou bola no chão.

Ponta esquerda ajudando o meio, que timaço! Martinica!

Caneca, 20 reais.

O CDC Martinica fica no final da Rua Roque de Mingo, ou Mario Neme, ambas travessas da estrada do Campo Limpo.

terça-feira, 18 de novembro de 2014

Festa do Chopp no GR Martinica!

Essa e outras fotos e histórias você vai conhecer na Festa do Chopp, do GR Martinica, nessa quinta-feira, 20 de novembro, dia da Consciência Negra, a partir das 18h.

São mais de 50 imagens retratando várias gerações deste time que é considerado Galo da Várzea, e Furacão da Zona Sul.

Contando com a colaboração do Douglas, Chiquinho, Cipó, Moacir, Cidico, Mazagão, Ksuco, Manezão, e todos que contribuíram com a memória, fiz a edição das fotos e texto.

É surpresa também para mim, que fui convidado a lançar meu livro, Nóis é ponte e atravessa qualquer rio, num campo que tem tudo a ver comigo.

Onde joguei futebol, amei, tomei tiros, e escrevi versos.

Tem show da Musicália e Soul Music.

Presença do Narra Várzea, Lids Ramos, Kolombê, poesia periférica.

Quem chegar é bem chegado.

A caneca custa 20 reais.

E a arrecadação tem por objetivo terminar a obra do salão social.

O bebearte acontece no CDC Martinica, ao final da rua Roque de Mingo, ou Mario Neme, travessas da estrada do Campo Limpo. 

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Memorial da Várzea

A prefeita Laurita Ortega Mari governou Taboão da Serra de 1964 à1968. Em âmbito nacional foi a primeira mulher a ser eleita a um cargo executivo no Brasil.

Na foto, ela homenageia o zagueiro Amadeu, do Municipal FC, campeão de Taboão em 1965, e da Liga Taboanense de Futebol, em 1966. 

Outra conquista marcante do Municipal FC, foi vencer o badalado campeonato varzeano de São Paulo, organizado pelo então Diário da Noite, no final da década de 1960.

De faixa no peito estão, Amadeu, Bertinho Branco, Pardal, Leonel Pazini, Zé Gordinho e Aladir.

terça-feira, 4 de novembro de 2014

GR Martinica no Desafio ao Galo

Em conversa com amigos esportistas na engarrafadora e distribuidora de bebidas Martinica, no Campo Limpo, de propriedade da família Bondezzan, o empresário e varzeano Moacir, na noite daquela quarta-feira, 15 de abril de 1970, fundava o GR Martinica.

No centro da bandeira, de camisa escura, o Mineirão, porreta, fortalecia a torcida na estreia da equipe no Desafio ao Galo.

Também é do início da década de 1970, a criação do programa Desafio ao Galo.

Emissora do Marechal da Vitória, Paulo Machado de Carvalho, a TV Record transmitia os jogos ao vivo aos domingos, às 10h, e logo o evento tornou-se sucesso de público e audiência.

Além de revelar jogadores, foi escola para narradores como Raul Tabajara, Joseval Peixoto, Estevam Sangirardi, Fausto Silva e outros. 

As disputas aconteceram no campo do Juventus, União dos Operários e CMTC Clube. O vencedor do duelo era considerado o Galo, e nos intervalos, em sorteio, conhecia-se o novo desafiante. 

E foi no ano de 1974, que o GR Martinica ganhou o direito de enfrentar o Vila Maria FC.

O novo Galo vinha de uma façanha colossal. Vencera por 2 a 0 o Parque da Mooca, pondo fim a um  reinado que durara 26 rodadas.

A comitiva liderada pelo presidente Moacir Bondezzan, Clodoaldo, e o secretário Carlos, tomou rumo ao Alto do Pari levando quatro ônibus repletos de torcedores.

Já consagrado na zona sul, o Leão do Barranco, tendo como técnico o saudoso Lucindo, o Pelezinho, mandou a campo a seguinte equipe.

Em pé: Moreto, Moreira, Douglas, Galo, Bodinho e Bassi.

Agachados: Zé Carlos, Neguita, Leão, Chuvisco e Cidico.

Os martiniquenses uniram toda nossa região, e as torcidas de outros clubes estamparam seu apoio com faixas por todo alambrado.

Foi o começo de uma caminhada marcante.

De cigarro na mão, o taboanense Leco, da Vila Iasi. Ao seu lado, o falecido goleiro Zicão.

De cabelo black, o Carlão. Atrás, de bigode, o Perna. Carlinhos Cobra, Vai Vai, da Regional, Mané Camarão.

Todos envoltos numa só emoção.

O repórter Samuel Ferro reproduz a euforia, o canto de vitória.

O camisa 8 Neguita, o mais estiloso ponta de lança que nossa várzea produziu, é eleito o melhor jogador em campo.

O repórter Samuel Ferro é quem faz a entrega da comenda.

A esquerda, o presidente Moacir. De calça xadrez, atrás, o então jovem Adi. A direita, com a criança, o escudeiro Carlos.

Numa época em que o futebol tinha pontas direitas, Zé Carlos, centro, era o grande astro.

Autor do primeiro gol, ele recebeu o carinho do torcedor e do auxiliar massagista Zé Queimada.

Carregado em triunfo pelo Ditão, do Jd Maria Sampaio, o centro avante Leão consolidou a vitória por 2 a 0, garantindo a supremacia do GR Martinica no terreiro e o título de Galo da Várzea.

 2º JOGO

A noticia se espalhou por toda São Paulo. No Campo Limpo, as rodas de botecos traduziram o feito durante toda semana.

Na adega do Martinica, os copos brindaram o acontecimento. 

E a fluência foi tanta que o Moacir teve que arranjar mais ônibus, chegando a caravana ter 14 deles cruzando a cidade para assistir o Desafio ao Galo, no clube União dos Operários.

No segundo duelo, a domingueira amanheceu chuvosa. O adversário a ser enfrentado era o Mocidade do Bonfiglioli, Butantã, dos amigos irmãos metralha.

Pela proximidade dos times, sabia-se um jogo duro. E o técnico Lucindo repetiu a formação que derrotou o Vila Maria FC por 2 a 0.

Em pé: o auxiliar Zé Queimada, Moreto, Bassi, Moreira, Douglas, Galo, Bodinho e o massagista Mané.

Agachados: Neguita, Zé Carlos, Leão, Chuvisco e Cidico.

Antes do pega, o fotógrafo Tigrão retratou o camisa 10 Chuvisco.

Gonçalves, o Bodinho, zagueiro que atuou pela Portuguesa dos Desportos e Internacional de Porto Alegre.

Nem aí pro campo pesado, o futebol do GR Martinica fluiu leve. Em grande jornada, Chuvisco fez 1 a 0.

 Zé Carlos, lançado na direita, ampliou 2 a 0.

O capitão Galo, entrevistado pelo repórter Samuel Ferro, fez o terceiro na bela e molhada vitória por 3 a 1.

À esquerda do volante, tenho quase certeza que é o falecido Zagallo, do Primor, e Morro dos Mineiros.

Baleia, de mão na cintura, prestigia o momento em que Chuvisco recebe o troféu de o destaque do jogo.

Que chuva o quê! Tilega, Nica, Baleia, Mané Boy, Carlinhos Cobra, rostos na multidão, e o batuque comendo solto.

O GR Martinica continuava a mandar de galo. E a semana foi curta e agitada diante da expectativa de encarar o Pq Buturussu, seu próximo oponente.

3º JOGO

A ala da arquibancada, abaixo da cabine da TV Record, é tomada pela torcida feminina que foi prestigiar o GR Martinica, em seu terceiro desafio. 

Fato e foto, que por si só é histórica, proeza varzeana.

Data à época em que vivíamos sob a ditadura militar, 1974, quando as mulheres ensaiavam ainda suas liberdades.

 
Time que tá ganhando não se mexe, é o dito.

E assim procedeu o técnico Lucindo na partida contra o postulante Parque Buturussu.

Em pé: Moreto, Moreira, Galo, Douglas, Bassi e Bodinho. 

Agachados: Zé Carlos, Neguita, Leão, Chuvisco, Cidico e o Mané Massagista.

 
Enfoco o Bassi, ala esquerdo que jogou no São Paulo FC, com passagem duradoura no GR Martinica.

Banco de reservas do Furacão da Zona Sul. O técnico Lucindo, entre o Simonal e o Marcos tragando o cigarro.

Na sequência, Valtinho Vilela, Toninho Branco, Sabiá, Valtinho e Ivo. 

Novamente repleta a arena do União dos Operários. Um verdadeiro comboio de ônibus e carros se aglomeraram pelas ruas circunvizinhas.

Em gesto de saudação, Nelsão, torcendo pelo mano Cidico.

Cidico que fez o 1 a 0 pra aliviar a tensão do treineiro Lucindo, de mão na cabeça, ao lado do Toninho Branco.

De calças bocas de sino, flores nas mãos e no cinto. Quem são as moças torcedoras, e o que é feito delas agora?

Em mais um desafio, a satisfação de todas. O GR Matinica  cumpriu a missão e manteve a posse do terreiro.

Leão, o centroavante, fez o 2 a 0 pra cima do Pq Buturussu e foi o craque da disputada peleja.

Reconheço na foto, o Mané Camarão, Zagallo, o Lua, no fundo. Quem mais?

O zagueiro Douglas recebe o cumprimento dos amigos por mais uma vitória.

O galo Martinica manteve seu canto.

Branco, preto e laranja. Quem desse caldo bebeu, de outro não beberá.

Baleia impõe o ritmo, e o Raul Barbeiro tira uma onda.

O presidente Moacir Bondezzan ganhou uma linda taça, que, depois, na hora da comemoração transbordou de cerveja.

Festejo estendido por todo aquele domingo, já sabendo que o desafiante seria o perigoso time da Metalúrgica Frum, da Vila Maria.

4º JOGO

Foi um mês intenso. A invasão às dependências do União dos Operários cresceu.

O Martinica era o nome falado na boca varzeana.

E o Garganta fez questão de ser fotografado com seu galo talismã.

Simonal e Cidico, antes da partida.

Entre eles a pequena filha do falecido Zezinho, do EC Jd Roberto.

Naquele domingo frente à Metalurgica Frum, o time que vinha atuando amargou três baixas.

Em razão do falecimento de sua mãe, o beque central Douglas não atuou. 

Também o zagueiro Bodinho e o ponta direita Zé Carlos, machucados, não foram pro confronto.

O GR Martinica posou pra foto com: 

Em pé - Moreto, Moreira, Toninho Branco, Galo, André, Valtinho e Sabiá. 

Agachados - Simonal, Neguita, Leão, Chuvisco, Cidico e o Mané Massagista.

Embora a zaga do GR Martinica se mantivesse segura, o ataque não funcionou.

E o resultado de 0 a 0 percorreu todo o tempo de jogo.

Segundo algumas lembranças, Valtinho Vilela, que entrou no decorrer da peleja, perdeu a chance de ouro.

Nos penais, a equipe da Metalúrgica Frum levou a boa e assumiu seu mandato de galo.

Fim de um capítulo valioso na história desse clube, que voltou nos anos seguintes a participar do evento.

O Desafio ao Galo deixou de ser transmitido pela TV Record no início da década de 90.

Hoje contando 44 anos de fundação, e diante de outras tantas conquistas, o GR Martinica tornou-se símbolo e referência da várzea paulistana.

(As fotos pertencem ao acervo do Moacir Bondezzan, e foram clicadas pelo fotógrafo Tigrão)